Liturgia Dominical: “Amar a Deus de coração, alma e mente!”

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XXX Domingo do Tempo Comum

“Qual é o maior mandamento da Lei?” (Mt 22,36). A pergunta era legítima, assim como é pertinente ainda hoje, porque na religião tem coisas mais importantes e coisas menos importantes. Existe um mandamento que é o coração da religião que dá valor e senso a todo o resto. Ai de nós se esquecermos disto.

Infelizmente existe sempre de nossa parte o risco de concentrar a atenção sobre coisas exteriores e superficiais esquecendo as coisas mais importantes. O homem é tendencialmente superficial! Não é difícil reconhecer nas situações condenadas por Jesus as nossas atitudes de superficialidade. Em todo caso agora sabemos que existe um mandamento que é maior que todos: na religião há um “coração”. Escutemos a Jesus!

Jesus nos diz: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro dos mandamentos” (Mt 22,37-38). Por que com “todo o coração”? Evidentemente porque Deus merece ser amado. Ele merece ser amado porque nos ama infinitamente, gratuitamente, fielmente, sem interesse algum e muito antes da nossa resposta.

Toda a Bíblia não é outra coisa senão a história do amor de Deus por um povo, a fim de que este povo o transmita ao mundo inteiro. Eis algumas afirmações: “O Senhor vos ama” (Dt 7,8); “Deus me quer bem” (Sl 18,20); “Ele nos trata segundo o Seu amor” (Is 63,7); “Eu nunca Te esquecerei” (Is 49,15); Mesmo se os montes se expostassem e as colinas vacilassem, não se distanciaria de ti o meu afeto…” (Is 54,10).

Este é o Deus que se fez conhecer por Israel; estes são os sentimentos do Coração de Deus, que nós aprendemos a conhecer lendo a vida através da Bíblia e lendo a Bíblia através da vida. Mas a prova maior do amor de Deus é o dom da entrega do Seu Filho. O evangelista João exclama: “Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que quem nele crer não morra, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). Deus podia fazer mais? Deus podia amar mais? Qual outro gesto de amor podia inventar o Coração de Deus?

O amor ao próximo não se restringe às simples relações interpessoais, mas tem um alcance social. É o amor que luta por uma sociedade mais justa e fraterna e que garante a dignidade de todas as pessoas. O amor a Deus e o amor ao próximo. Não são dois amores, mas dois braços a serviço de um só amor. De fato, quando o coração de uma pessoa é tocado pela descoberta do amor de Deus, imediatamente esta se acende de amor e sente a necessidade irresistível de transmiti-lo e de difundi-lo a todos. Quando nós cristãos amamos desinteressadamente o nosso próximo e praticamos a caridade, até quem não crer em Deus, lentamente se abre ao fascínio da Verdade.

 

Dom Edilson Soares Nobre

Bispo Diocesano de Oeiras

 

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