HISTÓRIA DO POVO DE DEUS, A NOSSA HISTÓRIA.

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Todo poder que é ilegítimo se impõe a força; cria imposições, opressões e mortes; torna-se uma tirania. Por isso, Israel foi escravizado. Fez uma dura experiência no Egito. Padeceu as injustiças dos poderosos, foi espezinhado como verme. Mas o Senhor chamou Moisés do meio da sarça ardente e lhe disse: “Eu vi, eu vi a miséria de meu povo que está no Egito. Ouvi o seu clamor por causa dos seus opressores; pois eu conheço as suas angústias. Por isso desci a fim de libertá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra vasta, terra que mana leite e mel” (Ex 3,7-8).

A liberdade tem seu preço, não é de graça; é uma busca constante; é uma batalha sem trégua. Liberdade é conquistada com muita luta, sacrifício e provas. O deserto é mais forte opositor à perseverança na caminhada. O deserto é um grande desafio. Desnorteado, o povo murmurou contra Moisés e contra Deus: “Antes fôssemos mortos pela mão de Javé na terra do Egito, quando estávamos sentados junto à panela de carne e comíamos pão com fartura” (Ex 16,3). Construíram para si um bezerro de ouro, desrespeitando os Mandamentos do Senhor e criando para si, outro deus, incapaz de salvar: “Vamos! Faça para nós um deus que caminhe à nossa frente, porque não sabemos o que aconteceu com esse Moisés que nos tirou do Egito” (Ex 32,1ss).

Como você sente e vive o desafio de viver a liberdade?

O Povo de Deus se apropriou dos costumes das nações estrangeiras. E revelou a dureza de seu coração. Queria e pediu um rei a Samuel: “Disseram a Samuel: ‘Veja. Você já está velho e seus filhos não seguem o seu exemplo. Por isso, escolha para nós um rei, para que ele nos governe, como acontece em todas as nações’ (1Sm 8,5).

A história tem muitas contradições que, trazem as chagas de um poder que se impõe. Pra Israel a história se “repetia” impiedosamente. A sua história era uma história negada. As infidelidades, as guerras, as divisões e as lutas constantes pelo poder arruinaram a situação do Povo de Deus. As nações se coligaram numa aliança de morte. Por causa dos interesses dos grandes o menor sempre padece. Israel, já de posse da Terra Prometida, perdeu de novo a Liberdade conquistada no deserto. Foi exilado, massacrado e humilhado.

Javé suscitou Profetas no meio do povo. Mas, até mesmo os Profetas de Javé foram humilhados e tratados com dureza e violência, porque denunciavam a situação de opressão a seu povo.

O Senhor agiu de novo, repatriou o seu povo. Fê-lo voltar do cativeiro, do exílio, para reconstruir sua memória e identidade; para retomar as tradições de seus pais e as leis santas de Javé. Deus não se cansa de salvar o seu povo!

Como é que vemos os homens que nos governam?

O mundo é nossa casa, nos relacionamos com pessoas, vivemos em sociedade. Portanto, as conquistas e os fracassos, as soluções e os problemas atingem a todos nós. Jesus disse: “Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal perde o sabor com o que salgaremos? Vós sois a luz do mundo… Não se acende uma lâmpada e se coloca debaixo do alqueire, mas no candelabro… Que vossa luz brilhe para todos os homens. (Mt 5,13-16).

Todos nós desejamos um Brasil novo; uma cidade nova; um estado novo; um mundo novo. Queremos Paz e Justiça, Igualdade e Fraternidade, Liberdade e direito. É por isso que rezamos para que os governantes (municipais, estaduais e federais) sejam sempre sensíveis às dores do povo, assim como Deus foi sensível às dores e ao Clamor do Povo de Israel.

Além da justa e necessária oração pelos que governam, somos convocados, para o exercício da cidadania. Somos todos responsáveis. A sociedade melhor, mais justa e mais fraterna que queremos, não está nas mãos dos políticos e, pronto! Está em nossas mãos! Não podemos ficar contentes só em ser representados. O povo no poder é, principalmente, o povo consciente e mobilizado nos bairros, nas associações, nas organizações e na política em vista do bem comum, nas pequenas e nas grandes causas. Como Povo de Deus, não podemos nos acomodar a uma história de opressão e morte e nem nos omitir em relação ao bem que devemos promover.

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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