FRAGILIDADE NÃO É DEFEITO, É GRAÇA!

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A postura de vida baseada em afirmações como: “ou é tudo ou é nada”, “ou vai ou racha”, “pau é pau e pedra é pedra” não leva a nada. Pelo contrário, é um atraso de vida porque são afirmações mortas, mecânicas, insuficientes, falhas, incompletas, minimalistas, incorretas, simplórias… na verdade, desumanas. As coisas não são tão radicais assim! Isso é um rótulo perigoso para a vida!

A vida é como um vaso de barro: quebra facilmente, mas está cheia de valor! A vida é frágil e, por ser frágil precisa de cuidados especiais, como um vaso! Precisa ser tratada com mais sensibilidade, com delicadeza, com carinho e com zelo.

Fragilidade não quer dizer defeito, mas graça! Porque é na fragilidade da vida e das coisas que encontramos sua graciosidade e beleza; sua vitalidade e força; sua grandeza e poder; sua presença e encanto.

O Frágil é, também, o belo!

A condição humana é de fragilidade e essa é a sua beleza natural!  Ora, o recém nascido tem o que para oferecer, senão a sua dependência, suas necessidades, suas carências e sua pequenez? E não é exatamente isso que faz de uma criança o ser mais lindo do mundo e mais gracioso?

Reconhecer-se frágil é saber-se necessitado e carente.

Reconhecer-se frágil é um passo fundamental para superar-se e superar as próprias fragilidades; para crescer e amadurecer.

Reconhecer-se frágil é admitir e enxergar a presença do outro como pessoa.

Reconhecer-se frágil é permitir um abraço, uma ajuda, um toque, uma correção…

Reconhecer-se frágil é desvestir-se da autosuficiência, da superioridade, da arrogância, do orgulho, da soberba, da mania de grandeza, do ‘não me toque não me rele’; é descer do salto; sair do pedestal; é baixar a guarda.

Reconhecer-se frágil é deixar-se moldar pelas mãos do Deus-Oleiro.

Precisamos aprender a oração do salmista que diz: “Mostra-me o meu fim, Javé, e qual é a medida dos meus dias, para eu saber o quanto sou frágil” (Sl 39,5).

Precisamos ter a ousadia de São Paulo que admite: “Estive no meio de vocês cheio de fraqueza, receio e tremor” (1Cor 2,3). “Se é preciso gabar-se, é de minha fraqueza que vou me gabar” (2Cor 11,30). “Ele (o Senhor), porém, me respondeu: ‘para você basta a minha graça, pois é na fraqueza que a força manifesta todo o seu poder.’ Portanto, com muito gosto, prefiro gabar-me de minhas fraquezas, para que a força de Cristo habite em mim” (2Cor 12,9). “E é por isso que eu me alegro nas fraquezas, humilhações, necessidades, perseguições e angústias, por causa de Cristo. Pois quando sou fraco, então é que sou forte” (2Cor 12,10).

Somente quando nos reconhecemos fracos e necessitados é que compreendemos melhor os outros e, solidariamente, estendemos as nossas mãos, como testemunha, também, São Paulo: “Quem fraqueja, sem que eu também me sinta fraco? Quem cai, sem que eu me sinta com febre?” (2Cor 11,29). “Com os fracos, tornei-me fraco, a fim de ganhar os fracos. Tornei-me tudo para todos, a fim de salvar alguns a qualquer custo” (1Cor 9,22).

Infelizmente, contra a fé, trabalha uma cultura de ostentação e individualismo que produz o distanciamento entre as pessoas. Por isso é preciso ter muita coragem para viver a fragilidade como graça e não como defeito. Porque quanto mais nos enxergamos necessitados, mais nos admitimos humanos e abertos uns aos outros.

Ninguém se basta a si mesmo! Precisamos uns dos outros!

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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