FORÇA NO COMBATE!

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É muito natural um certo esmorecimento em meio às lutas porque, ninguém é de ferro: o cansaço chega, a força diminui, o desânimo toma o corpo, a pressão desmonta… É verdadeiramente humano as limitações pessoais. Ninguém é super. E, mesmo que seja, tem o seu “tendão de Aquiles”.

Mesmo com todas as condições para as lutas e as inúmeras qualificações para o combate, quem nunca ficou esmorecido na ‘hora do vamos ver’? Quem nunca ‘pensou duas vezes’ diante de um enfrentamento? Quem nunca ‘tremeu nas bases’ estando frente a frente a um grande desafio?

Reconhecer e admitir os limites da própria humanidade não invalida as lutas (mesmo as que são inglórias) e não tira ninguém do combate. Pelo contrário, nossas limitações pessoais nos projetam em direção ao outro… em direção à necessidade do outro. Sozinhos ou isolados nós somos impotentes e incapazes. A vida fica desalinhada na solidão. Nós fomos feitos para a complementariedade e para a reciprocidade. Esta é a nossa natureza. Quem se aventurar na solidão se converterá num fracasso humano.

A força no combate não advém de outro lugar senão da união dos esforços, dos dons, dos talentos, das habilidades, das energias, das mãos, dos corações e do amor.

Qual é a direção da fé em relação às lutas e combates?

Nós não estamos sozinhos na luta. Não precisamos ter medo do fracasso: Deus combate a nosso favor (cf. Dt 3,22).

São Paulo, na carta a Timóteo, faz algumas indicações muito interessantes:

“Procure a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança, a mansidão. Combata o bom combate da fé, conquiste a vida eterna, para a qual você foi chamado. Isso, você o reconheceu numa bela profissão de fé diante de muitas testemunhas. Diante de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Jesus Cristo, que deu testemunho diante de Pôncio Pilatos numa bela profissão de fé, eu ordeno a você: guarde o mandamento puro, de modo irrepreensível, até a Aparição de nosso Senhor Jesus Cristo. Essa Aparição mostrará, nos tempos estabelecidos, o Bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que possui a imortalidade, que habita uma luz inacessível, que nenhum homem viu, nem pode ver. A ele, honra e poder eterno. Amém!” (1Tm 6,11-16)

Quais são as armas de combate que o Cristão dispõe?

Na carta aos Efésios, São Paulo faz uma impressionante exortação:

“Ademais, fortaleçam-se no Senhor e na força do seu poder. Vistam a armadura de Deus para poderem resistir às manobras do diabo. A nossa luta, de fato, não é contra homens de carne e osso, mas contra os principados e as autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra os espíritos do mal, que habitam as regiões celestes. Por isso, vistam a armadura de Deus para que, no dia mau, vocês possam resistir e permanecer firmes, superando todas as provas. Estejam, portanto, bem firmes: cingidos com o cinturão da verdade, vestidos com a couraça da justiça, os pés calçados com o zelo para propagar o evangelho da paz; tenham sempre na mão o escudo da fé, e assim poderão apagar as flechas inflamadas do Maligno. Coloquem o capacete da salvação e peguem a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus. Rezem incessantemente no Espírito, com orações e súplicas de todo tipo, e façam vigílias, intercedendo, sem cansaço, por todos os cristãos. Rezem também por mim: que a Palavra seja colocada na minha boca, para anunciar ousadamente o mistério do Evangelho, do qual sou embaixador aprisionado. Que eu possa anunciá-lo com ousadia, como é meu dever” (Ef 6,10,20).

Se queremos permanecer de pé nas luta e ser fortes no combate, sejamos humanos e irmanados.

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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