Fé e tradição na Sexta Feira da Paixão em Oeiras

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Uma multidão de fieis participaram das cerimônias na Sexta Feira da Paixão em Oeiras. Logo cedo os católicos estiveram presentes na confissão comunitária, na Igreja Catedral, às 08h, presidida pelo vigário da Paróquia Nossa Senhora da Vitória, Pe. José Francisco. À tarde a celebração da Paixão do Senhor teve início às 17h, com liturgia da Palavra, Adoração a Santa Cruz e Comunhão geral dos fieis. Em seguida os fieis deixaram o interior da catedral e presenciaram a cerimônia do Descimento da Cruz, acompanhando logo após a procissão do Senhor Morto pelas ruas do Centro Histórico de Oeiras. O Sermão do Descimento da Cruz foi proferido por dom Juarez Sousa, bispo diocesano.

A Sexta Feira Santa, é também chamada de “Sexta Feira da Paixão”, dia em que os cristãos relembram da crucificação de Cristo na cruz. Nesta data ocorrem diversos rituais religiosos. A Igreja Católica aconselha os fiéis a fazerem algum tipo de penitência, como jejum e a abstinência de carne e qualquer ato que se refira ao prazer. Procissões e reconstituições da Via Sacra são alguns dos rituais mais difundidos. É comum que os Católicos façam promessas nesse dia, além de deixar de comer seu alimento preferido, ou até mesmo deixar de fazer coisas que gostam muito nesse dia, como penitência.

Em Oeiras essa tradição tem aproximadamente duzentos anos, momento celebrativo que atrai milhares de pessoas a Primeira Capital do Piauí, que tem o título de “Capital da Fé”. Pessoas vindas de diversas comunidades, das cidades vizinhas e distantes e de outros estados, bem como oeirenses ausentes, visitam a cidade nessa época do ano, pois simboliza o encontro de todos os oeirenses com suas raízes mais profundas.

Em sua fala no Sermão do Descimento da Cruz, dom Juarez Sousa, bispo de Oeiras, destacou a importância de celebrar os ritos da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, olhando seu exemplo de amor e humildade, no serviço e na gratuidade aos irmãos. Buscando como Igreja viver a unidade e a partilha, denunciando os males que assolam a sociedade como o tráfico de pessoas, tema da Campanha da Fraternidade 2014.

No final do Sermão a imagem do Senhor Morto, fixada no adro da Igreja Catedral, foi retirada solenemente por homens da comunidade, representando José de Arimatéia e Nicodemos, amigos de Jesus; colocada em um esquife, e levada em procissão pelas ruas de Oeiras. Milhares de pessoas acompanharam a procissão do Senhor Morto, pelo centro histórico.

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