FÉ E COERÊNCIA RELIGIOSA

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A cultura do simulacro invadiu de vez as igrejas nas mais diversas denominações cooptando-lhes signos, símbolos, sinais, ritos, liturgias, linguagem, palavra, discurso e teologia.

Para piorar a situação, no meio de tantas falsificações e distorções existentes no mundo, não é difícil descobrir falsificações e distorções no conjunto das práticas religiosas, uma vez que a religião que, sempre foi alvo das pretensões e justificativas do poder, continua servindo aos caprichos da hipocrisia de muitos profissionais da política não política e seus horrores.

Desavergonhadamente, muitas instituições religiosas com seus líderes e lideranças vendem-se e barganham o universo do sagrado, prostituindo suas legítimas epifanias, mediações e serviços, como se fossem produtos e mercadorias.

Jesus sempre questionou os horrores e promiscuidade religiosa dos que cooptam e corrompem a religião. Não poupou palavras, discursos, anúncios e denúncias contra o servilismo do templo.

A Justiça do Reino aparece, na pregação de Jesus, como a via reparadora de toda deturpação, hipocrisia e falsificação da religião do seu tempo e, em bom tempo, para o nosso hoje.

No sermão da montanha, em Mateus 5,1-20, Jesus apresenta um verdadeiro programa de conversão religiosa:

As bem aventuranças, como anseio por um mundo melhor (Mt 5,1-12)

“Jesus viu as multidões, subiu à montanha e sentou-se. Os discípulos se aproximaram, e Jesus começou a ensiná-los: ‘Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu. Felizes os aflitos, porque serão consolados. Felizes os mansos, porque possuirão a terra. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os que são misericordiosos, porque encontrarão misericórdia. Felizes os puros de coração, porque verão a Deus. Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu. Felizes vocês, se forem insultados e perseguidos, e se disserem todo tipo de calúnia contra vocês, por causa de mim. Fiquem alegres e contentes, porque será grande para vocês a recompensa no céu. Do mesmo modo perseguiram os profetas que vieram antes de vocês’.”

A força do testemunho, como desalienação pessoal (Mt 5,13-16)

“Vocês são o sal da terra. Ora, se o sal perde o gosto, com que poderemos salgá-lo? Não serve para mais nada; serve só para ser jogado fora e ser pisado pelos homens. Vocês são a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. Ninguém acende uma lâmpada para colocá-la debaixo de uma vasilha, e sim para colocá-la no candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. Assim também: que a luz de vocês brilhe diante dos homens, para que eles vejam as boas obras que vocês fazem, e louvem o Pai de vocês que está no céu.”

A Lei e a Justiça, como reparação institucional (Mt 5,17-20)

“Não pensem que eu vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim abolir, mas dar-lhes pleno cumprimento. Eu garanto a vocês: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem sequer uma letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo aconteça. Portanto, quem desobedecer a um só desses mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazer o mesmo, será considerado o menor no Reino do Céu. Por outro lado, quem os praticar e ensinar, será considerado grande no Reino do Céu. Com efeito, eu lhes garanto: se a justiça de vocês não superar a dos doutores da Lei e dos fariseus, vocês não entrarão no Reino do Céu.”

Não nos falte o Espírito de Jesus na vivência da fé, nas afirmações religiosas e no testemunho do Evangelho.

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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