Encerramento do Festejo de Nossa Senhora da Vitória é marcado por fé, unidade e esperança

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O festejo da Padroeira da Diocese de Oeiras e do Piauí, Nossa Senhora da Vitória, é um período especial de fé, devoção e renovação espiritual. É a oportunidade de reunir o povo como comunidade, fortalecendo os laços de amizade, partilha e comunhão
Durante as nove noites de novena, tudo foi vivenciado intensamente na fé, oração e alegria de ser Igreja sinodal, unidos pela intercessão de Nossa Senhora da Vitória e fortalecidos pela expectativa da celebração do Jubileu dos 80 anos da Diocese que se avizinha. Tempo de renovação do compromisso com a missão, fortalecendo os laços como povo de Deus, testemunhas da fé, pela ação evangelizadora. Construindo uma Igreja ao longo destas décadas: viva, atuante e enraizada no coração do povo Piauense.
No dia 15 de agosto é chegado o dia da Festa em honra a Nossa Senhora da Vitória, a Solenidade da Assunção, com a oração das laudes e em seguida a Santa Missa.

Os fiéis reunidos na Catedral, dia 15/08/2025, às 09h, para a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, presidida por Dom Edilson Soares Nobre, bispo da Diocese de Oeiras e concelebrada por alguns dos padres que compõem o clero diocesano.
Na homilia Dom Edilson, destacou que, Maria assunta ao céu, é Mãe da Igreja Sinodal, Peregrina da Esperança. Com ela, aprendemos verdadeiramente a ser Igreja que caminha em espírito de comunhão, participação e missão. Este modo de ser Igreja nos torna Igreja Sinodal. Com ela aprendemos a peregrinar com o coração cheio de alegria e esperança; uma esperança que não decepciona. Prosseguiu dizendo que para fomentar ainda mais em nós a virtude da esperança adentramos os textos bíblicos da liturgia.
Assim ouvimos: ” No céu apareceu um sinal grandioso: uma mulher que gritava pelas dores de parto…”(Ap 12, 1-2). Esta mulher é a imagem de todos aqueles que amam a vida, que sofrem pela vida, que defendem a vida; aqueles que acreditam na vida porque acreditam em Deus. Maria é o vértice, é a primeira a acreditar. Mas a história nos atesta que são muitos que se empenham nesta luta pela vida, que trabalham para salvar a dignidade humana.
Mas esta mulher é ameaçada:” No céu apareceu outro sinal: um grande dragão, cor de fogo. Tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, sete coroas. Com a cauda, varria a terça parte das estrelas do céu… O dragão parou diante da mulher, que estava para dar à luz, pronto para devorar o seu filho, logo que nascesse”(Ap 12, 3-4). Qual é o êxito desta luta? A fé nos diz que vencerá a vida, vencerá a bondade e a justiça, porque Deus mesmo está empenhado nesta luta.
Na sequência, Maria canta o Magnificat: é uma oração revolucionária no confronto com as nossas orações piegas, opacas e desencarnadas. ” A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu salvador”(Lc 1, 46-47). Por que Maria louva o Senhor? Porque olhou para a humildade de sua serva! Maria não se sente exaltada pelo chamado de Deus. Ela não permite que o orgulho e a vaidade ocupem o seu coração. Isto é sinal de espiritualidade profunda, que gera equilíbrio na jovem Maria de Nazaré.
Por isso Maria subiu ao céu. A assunção de Maria torna- se para nós um convite a renovar a fé na via eterna e a na fidelidade de Deus.

A tarde, encerramento da festa. A concentração aconteceu às 16h, na Catedral, onde a imagem da réplica da principal imagem de Nossa Senhora da Vitória, que está no altar mor da Catedral, foi abençoada e seguiu pela primeira vez em procissão. A procissão seguiu pelas ruas da Cidade com destino ao Morro do Leme, onde foi realizado a Santa Missa de encerramento, presidida por Dom Edilson.
Uma multidão de fiéis lotou o espaço em frente ao morro e acompanhou com fé, ânimo e disposição. Dom Edilson, convidou a todos os fiéis presentes para participar do Jubileu Diocesano de 80 anos. Após a benção final, a procissão retornou para Igreja Catedral de Nossa Senhora da Vitória.

Correspondente Paroquial
Dalva Carvalho

 

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