ELE SE CHAMA EMANUEL PARA SEMPRE

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Quando o cinto aperta, a gente inventa várias motivações para o arrocho e, não raras vezes, a gente fica meio desconfiado se, Deus, afinal, está ou não está vivo e ressuscitado em nosso meio; se age ou se não age em nosso favor; se está ou não está do nosso lado; se quer ou se não quer nos ajudar. Dúvida cruel, cuja resposta está em nossa própria vida e história, no modo como experimentamos a Deus, presente ou próximo, no céu ou na terra…

Situações que vivemos podem gerar desconfiança

A comunidade de Mateus tinha motivos de sobra para ter semelhante desconfiança. Por um lado enfrentava a perseguição do Império Romano que, desde os tempos de Nero (68), vinha realizando uma dura perseguição contra os judeus seguidores de Jesus. Por outro lado, dentro do próprio judaísmo fortalecia-se, cada vez mais, o grupo dos fariseus, com suas leis cada vez mais rígidas em relação a quem pensasse ou agisse de modo diferente. A comunidade dos discípulos e discípulas de Jesus via, dia-a-dia, aproximando-se a hora em que seria expulsa do judaísmo.

Parece, mas não é…

Será que Deus não via o que estava acontecendo?

Para reacender a chama no coração da comunidade, Mateus e Lucas tinham bem presente a profecia de Isaías 7,14 na qual se diz que o Senhor vai dar um sinal.

Lucas valorizou mais a primeira parte da profecia, dizendo que uma virgem (“uma jovem”, segundo Isaías) concebeu e dará a luz.

Para Mateus, entretanto, a segunda parte da profecia pareceu mais interessante: “dará a luz um filho por-lhe-á o nome de Emanuel”.

Emanuel do começo ao fim

De fato, Emanuel é o Jesus que Mateus apresenta claramente à sua comunidade, desde o princípio, no meio e no fim do seu evangelho:

Mt 1,23 = “Eis que a virgem conceberá e dará a luz um filho e o chamarão com o nome de Emanuel, o que traduzido significa: ‘Deus está conosco’”.

Mt 18,20 = “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles”.

Mt 28,20 = “E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.

Deus fiel e presente

Mateus revela aos seus irmãos um Deus que não abandonou o seu povo, mas ao contrário, está presente na comunhão dos irmãos. Essa presença do Ressuscitado traz a certeza da solidariedade do nosso Criador, que enfrenta, no cotidiano e até no seu próprio corpo, as mesmas dores e as mesmas alegrias que os seus filhos e filhas padecem e gozam.

Consolo e exigência

Emanuel, Deus conosco, é, ao mesmo tempo, um consolo e uma exigência de que levemos aos quatro cantos do mundo o testemunho de uma vida organizada no amor do Pai e na compaixão dos irmãos. Isso se traduz em gestos simples e concretos, como a partilha dos bens, a oração constante, o zelo pela vida dos mais pobres, o apego à justiça, o empenho pelo Reino. E em tudo isso a profissão de fé sempre renovada: “Ele está no meio de nós!”

Assim, a sensação da distância de Deus, de sua ausência e, até mesmo, de sua passividade frente as situações vividas pelas pessoas, não corresponde à verdade porque o Deus Emanuel, é um Deus compassivo, piedoso, clemente, misericordioso, e fiel. Ele não somente está mas, ele é, no meio de nós, um Deus presente e atuante.

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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