EIS A NOITE SANTA EM QUE O SENHOR RESSURGIU

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Após, de maneira cerimoniosa, a Igreja em suas circunscrições de rito romano- o que inclui a Diocese de Oeiras- ter celebrado a Paixão e Morte do Redentor-, na noite deste dia 4 de abril, solenemente, naquela que é a mãe de todas as vigílias, celebrou a noite santa em que Cristo, glorioso, ressurgiu dos mortos.

No Sábado Santo- popularmente chamado de Aleluia– às 20h, perante relevante número de fiéis, foi dado início à Vigília Pascal, no adro da Igreja Catedral de Nossa Senhora da Vitória, em cerimônia presidida por Dom Edilson Soares Nobre, bispo diocesano, e concelebrada pelo Rev. Pe. Kleyton Vieira, cura da sobredita Sé. Em primeiro momento, enquanto todos já estavam concentrados para a cerimônia, o pastor proferiu breve alocução a respeito da cerimônia à qual estava por iniciar. Enquanto isso, as chamas do fogo novo (símbolo do Cristo que se levanta dos mortos e acendidas tendo a madeira como combustível, segundo dita antigo costume) crepitavam.

Tendo já, Dom Edilson, o círio pascal- litúrgica imagem do Cristo Ressuscitado- diante de si, prosseguiu com os rituais de marcação e pregação dos cravos- imagens das chagas do Senhor- na solene vela. Logo após, procedeu-se com o seu acendimento, ao que, de imediato, foi prosseguido pelo deitar do carvão provindo, tal qual a chama da grande vela, do fogo novo no turíbulo e, por sobre as brasas, foram depositadas as necessárias colheres de incenso. A procissão para entrada na igreja começou de imediato.

Como é costume, segundo ditam os rituais romanos, Dom Edilson, que na ocasião portava o círio, fez três paradas: uma na porta, a segunda no meio e a última no presbitério do templo. A cada uma delas, cantou o Eis a luz de Cristo ao que a assembleia respondeu com sonoros Demos graças a Deus. Em cada parada, aos poucos, os fiéis acenderam suas velas.

Tendo chegado ao presbitério, foi o círio incensado e o Rev. Diác. Gutemberg Rocha cantou o Exultet ou Precônio Pascal.  Em seguida, teve lugar a Liturgia da Palavra.

Uma série de leituras e salmos se fizeram ouvir, a saber: sete (7) leituras tiradas do Pentateuco e das profecias do Antigo Testamento; sete (7) salmos: sendo um após cada leitura; a epístola (de São Paulo aos Romanos, cap. 6, vv. 3-11); o salmo 117, como hino aleluiático; e a passagem do evangelho de São Mateus (cap. 28, vv. 1-10) que trata do primeiro anúncio da Ressurreição feito por um anjo. Totalizando dezessete (17) passagens da Escritura.

Durante o hino do Glória, cantado antes da proclamação da epístola, todos os sinos da Catedral soaram solenemente. Ao mesmo tempo, foi o altar principal devidamente preparado e acesas as velas presentes nos retábulos da Igreja Catedral, acesas.

Após todos terem escutado a leitura do Evangelho, Dom Edilson proferiu breves palavras a respeito daquilo que os textos da celebração queriam transmitir para os ouvintes: ressaltou todo o caráter da ação divina junto ao povo de Israel, até chegar à plenitude dos tempos, quando Cristo não veio manifestar sua glória somente para uma pequena porção escolhida, mas para toda a humanidade.

Terminada a homilia, os ritos deram um novo passo, indo para a Liturgia Batismal, momento em que todos, de velas acesas, foram convidados a renovar as promessas proferidas no dia do batismo e os catecúmenos presentes receberam dois dos sacramentos da Iniciação Cristã: primeiro, o Batismo, porta de entrada para o seio do Corpo de Cristo, a Igreja- da qual o Redentor é a cabeça e nós somos os membros; por segundo, a Confirmação, momento em que, estando firmes no propósito de serem discípulos missionários de Cristo, receberam o Espírito Santo. Todos os que tomaram parte na celebração foram, ainda, aspergidos. Terminado o descrito momento, passou-se à oração dos fiéis que foi de imediato seguida pela Liturgia Eucarística.

Na Mesa da Eucaristia, tudo seguiu como de costume: oração sobre as oferendas, prefácio, cânon e rito da comunhão. Durante este último, os neófitos puderam comungar, pela primeira vez, do corpo do Senhor.

Chegado o fim da cerimônia, o bispo deu a solene bênção final e todos foram despedidos ao som de vibrantes aleluias e da saudação mariana Regina Caeli.

Todo o momento em que transcorreu a Vigília Pascal foi propício para que a comunidade recordasse que a ação de Cristo não parou no sagrado madeiro da cruz, mas continuou com a sua ressurreição e manifestação gloriosa: sinal vivo do cumprimento de suas promessas.

Por Cícero Júnior Ferreira da Silva

Fotos: Par. Nossa Senhora Vitoria

 

 

 

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