É preciso que o filho do Homem seja levantado

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Como as colunas, numa construção, assim é a fé na vida de uma pessoa: sustentação. Ora, se as colunas de uma obra forem mal fundadas, toda a edificação está comprometida e, sob risco, estarão todos os que ai se acomodarem. Analogamente, quem se coloca debaixo das crendices, que não são fé autêntica, ou se baseia nas superstições e espiritualismos para seguir em frente, acaba comprometendo a própria caminhada e, destituindo a vida e a história da solidez necessária para permanecer de pé.

Quero acreditar, sempre, que a boa vontade de uma pessoa, não é, simplesmente, uma maneira de autoproteção, mas, uma disposição sincera na busca do melhor caminho e da fé autêntica. Boa vontade é princípio do caminho, mas, é preciso mais do que boa vontade para enfrentar a vida, caminhando. É preciso decisão firme, convicção sólida, coragem à toda prova, e perseverança.

Alguém poderia dizer: “esse ser humano existe?” E a resposta seria: “Sim! Este ser humano existe e é aquele que tem fé em Jesus Cristo, morto e ressuscitado. Jesus Crucificado é o marco referencial e paradigma dos que creem. Nele se encontra a vida plenificada.

No Evangelho de João, está escrito: “‘Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, do mesmo modo é preciso que o Filho do Homem seja levantado. Assim, todo aquele que nele acreditar, nele terá a vida eterna.’  ‘Pois Deus amou de tal forma o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele acredita não morra, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, e sim para que o mundo seja salvo por meio dele. Quem acredita nele, não está condenado; quem não acredita, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho único de Deus’…” (Jo 3,14-18).

A revista pastoral traz o seguinte comentário a este texto: “Somos salvos por iniciativa de Deus. Sua graça, um favor imerecido, alcança-nos, transformando nossa condição. Em Cristo, e somente por causa dele, saímos da condição de mortos pelos pecados e passamos à condição de homens e mulheres plenificados pela vida. É verdade que muitos agem de forma inconsequente e infiel a Deus, até mesmo pensando que, por causa disso, ele se afastaria de nós. Mas devemos sempre nos lembrar de que as misericórdias de Deus se renovam a cada manhã, possibilitando-nos, assim, viver sob nova perspectiva.” (Revista Pastoral, março-abril de 2015, ano 56, nº 302).

Pura gratuidade! Esta é a releitura do acontecimento da cruz. A vida do Cristo lança luzes sobre todo o ser humano. Seu ato redentor é o serviço sacrificial para o resgate do ser humano desfigurado pelo pecado, pela morte e pela autosujeição às trevas: “O julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. Quem pratica o mal, tem ódio da luz, e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam desmascaradas. Mas, quem age conforme à verdade, se aproxima da luz, para que suas ações sejam vistas, porque são feitas como Deus quer” (Jo 3,19-21).

Contemplar Jesus com o olhar, permitido pela fé, garante, a quem crê, as colunas necessárias para a edificação da vida como História de Salvação.

Na carta aos Hebreus, encontrei dois grandes indicativos que servem como luzeiros, aos que se aproximam do Jesus levantado na Cruz:

Primeiro Indicativo: “(…) não percam agora a coragem, para a qual está reservada uma grande recompensa. Vocês necessitam apenas de perseverança, a fim de cumprirem a vontade de Deus, e assim alcançarem o que ele prometeu” (Hb 10,35.36).

Segundo Indicativo: “Deixemos de lado tudo o que nos atrapalha e o pecado que se agarra em nós. Corramos com perseverança na corrida, mantendo os olhos fixos em Jesus, autor e consumador da fé. (…) Para que vocês não se cansem e não percam o ânimo, pensem atentamente em Jesus, que suportou contra si tão grande hostilidade por parte dos pecadores” (Hb 12,1-3).

 Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

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