Deus não nos trata como exigem as nossas faltas

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A Quaresma chegou! Eis o tempo favorável para reencontrarmos o caminho da mudança… da conversão!

Você e eu sabemos: se fosse pelo merecimento, não teríamos a melhor parte; se fosse pelas obras, não receberíamos o pagamento completo; se fosse pela competência, não teríamos todo o reconhecimento; se fosse pelo amor, não passaríamos na prova; se fosse pela fidelidade, não estaríamos justificados; se fosse pela gratidão, não mereceríamos louvores; se fosse pela humildade, não sobreviveríamos às durezas da vida; se fosse pela perseverança, não conseguiríamos vitória; se fosse pela liberdade, não seríamos totalmente aprovados; se fosse pelo perdão, não seríamos absolvidos…

O fato é que, estamos no pecado e, ainda, nos gabamos disso. Não temos méritos pessoais porque “a morte é o salário do pecado” (Rm 6,23). Estamos vivos pela graça de Deus. Ele não nos trata conforme exigem as nossas faltas. Aliás, se levasse em conta as culpas, quem poderia resistir? (Sl 129,3).

É verdade que Deus não poupa ninguém! Ele “não poupou seu próprio filho” (2Cor 8,32). Sua lei é a liberdade. Ele nos julga conforme o nosso procedimento e faz justiça. E, ao invés de, em primeiro lugar, sentenciar o pecador, sentencia o pecado: morte ao pecado e resgate ao pecador. Porque Deus ama o pecador, mas odeia o pecado. Coloca-nos diante de nossos pecados para despertar, em nós, a conversão, para uma vida nova: “Por acaso, eu sinto prazer com a morte do injusto? – oráculo do Senhor Javé. O que eu quero é que ele se converta dos seus maus caminhos, e viva (Ez 18,23).

O que nos resta fazer, então? Continuar fazendo de conta; fingindo; deixando para depois…?

A hora é agora! Precisamos ‘gastar nossos créditos’ na busca da conversão. Começando pela conversão pessoal, avancemos para a conversão familiar, social, econômica, política, religiosa, cultural…

É preciso ter coragem de dar passos. Comece pelo primeiro e os outros formarão a caminhada.

Passo 1: “Falem e ajam como pessoas que vão ser julgadas pela lei da liberdade, porque o julgamento será sem misericórdia para quem não tiver agido com misericórdia. Os misericordiosos não têm motivo de temer o julgamento” (Tg 2,12-13).

Passo 2: “Não siga suas paixões. Coloque freio nos seus desejos. Se você permite satisfazer a paixão, ela tornará você motivo de zombaria para seus inimigos. Não se entregue a uma vida de prazeres, para não se empobrecer com os gastos. Não se empobreça banqueteando com dinheiro emprestado, quando você não tem nada no bolso” (Eclo 18,30-19,3).

Passo 3: “Lavem-se, purifiquem-se, tirem da minha vista as maldades que vocês praticam. Parem de fazer o mal, aprendam a fazer o bem: busquem o direito, socorram o oprimido, façam justiça ao órfão, defendam a causa da viúva (…). Assim fala a boca de Javé” (Is 1,16-20).

Passo 4: “Lembrem-se dos primeiros dias, depois que vocês foram iluminados: vocês tiveram que suportar uma grande e penosa luta, ora expostos publicamente a insultos e tribulações, ora tornando-se solidários com aqueles que assim eram tratados. De fato, vocês participaram do sofrimento dos prisioneiros e aceitaram com alegria ser despojados dos próprios bens, sabendo que possuíam bens, que são melhores e mais duráveis” (Hb 10,32-39).

Reencontrar as razões da fé significa, significa, antes de tudo, buscar a conversão, porque “ao injusto, porém, Deus declara: ‘De que adianta você recitar meus preceitos e ter sempre na boca a minha aliança, se você detesta a disciplina e rejeita as minhas palavras? Você se comporta assim, e eu devo me calar? Você imagina que eu seja como você? Eu o acuso e coloco tudo diante dos seus olhos!’ Quem me oferece um sacrifício de confissão me glorifica; e a quem segue o bom caminho, eu mostrarei a salvação de Deus (Sl 50,16-17.21-23).

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

 

 

 

 

 

 

 

 

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