Cuidar da Casa Comum é a nossa missão!

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O mês missionário deste ano reforça as intuições da campanha da fraternidade sobre a responsabilidade de todos com o mundo, nossa casa comum. A relação de cuidado com o planeta, a partir do espaço, imediatamente próximo de cada um de nós, é uma resposta ao criador que fez este mundo tão bonito e o entregou aos nossos cuidados. E, o que temos feito? Como temos tratado a obra criada por Deus?

“A preocupação pela ecologia parte de dois gritos: o grito dos pobres que mais sofrem, e o grito da Terra que geme pela exploração.” Não dá para permanecer surdo e insensível a esses gritos e outros tantos!

A natureza nunca foi tão depredada, como nos dias de hoje; haja vista o comportamento das pessoas em relação à fauna e à flora, ao ar e às águas. A consciência ecológica amortecida pelo desejo insaciável de riqueza assalta, inescrupulosamente, os recursos naturais sob a justificativa de progresso e desenvolvimento.

O desmatamento irresponsável ceifou uma porcentagem descomunal de matas e florestas provocando desequilíbrios irreparáveis. Onde está a nossa mata atlântica? Onde estão os nossos rios? Onde estão os nossos peixes? Como ficam os assoreamentos? E as matas ciliares, onde estão?

Um grande véu de mentiras e ações paliativas se sobrepõe à flagrante degradação da camada de ozônio, limitando a perspectiva de vida, com qualidade, sobre a terra.  Podemos morrer asfixiados a qualquer momento.

O nosso lixo tratado como está, com menos responsabilidade do que se exige, precisa de programas mais sérios e responsáveis de reciclagem para refrearmos o impacto ambiental negativo a olhos vistos por ai. Um “insignificante” papel de bala; uma latinha jogada pelo vidro do carro; uma bituca de cigarro no chão; uma garrafa em terreno baldio; uma sacola plástica no rio… tudo isso somado equivale a toneladas de irresponsabilidades.

A julgar pelo modo como nos relacionamos com a natureza, nem parece que viemos da terra, dela sobrevivemos e para ela voltaremos.

Precisamos intervir objetivamente nesse processo de degradação que, ao mesmo tempo é assassinato e suicídio.

Muitas iniciativas espalhadas pelo mundo tem sido resposta profética para as questões ambientais. Diversas Ong´s têm surgido. Muitos projetos e programas têm sido instalados.

O cuidado com a casa comum deve brotar da consciência batismal: é nossa missão! Se não tomarmos a decisão missionária de cuidar, não haverá mundo bom e habitável para as gerações futuras. E não adianta ficar inventando história de que, quando o planeta terra ficar inóspito por ‘n’ razões, já se terá conseguido abrir um caminho para irmos morar em um outro planeta. Porque, certamente, levaremos nossos lixos e descuidos para outros tantos planetas onde pudermos ir.

Se não abrirmos espaço, em nossa vida, para uma verdadeira conversão ecológica, não haverá condições de vida onde quer que vivamos.

Ou nos educamos para o cuidado da casa comum ou seremos espécie rara em muito pouco tempo. Afinal, de onde vêm as doenças: endemias, epidemias ou pandemias?  De onde vem a escassez de recursos hídricos? De onde vem a indefinição das quatro estações? De onde vem a seca? De onde vem os desequilíbrios?

A questão é muito simples: ou tomamos atitude ou seremos, em pouco tempo, restos mortais num grande túmulo chamado planeta terra, cuja lápide anuncia: “aqui jaz o homem!”

Aprimoremos a nossa capacidade de cuidar porque, cuidar da casa comum é a nossa missão.

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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