CONVERTAM-SE!

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“O tempo já se cumpriu, e o Reino de Deus está próximo. Convertam-se e acreditem na Boa Notícia” (Mc 1,15).

Com essas palavras Jesus inaugura sua atividade de pastor. São as primeiras palavras. Elas apresentam a chave para interpretar toda a sua atividade e, ao mesmo tempo, oferece um programa de vida para quem dele se aproxima: ‘O Tempo se cumpriu’ em Jesus; Deus se entrega totalmente. Não é mais tempo de esperar. É hora de agir.‘O Reino de Deus’; é o amor de Deus que provoca a transformação radical da situação injusta que domina os homens. ‘Está próximo’; o Reino é dinâmico e está sempre crescendo diante dos nossos olhos. Convertam-se’; a ação de Jesus exige mudança radical na orientação de vida. ‘Acreditem na Boa Notícia; é aceitar o que Jesus realiza e empenhar-se com ele.

Quem contempla as obras de Jesus o vê com outros olhos e o segue: “As obras que eu faço dão testemunho de mim, mostrando que o Pai me enviou…” (João 5,36.39-41). As obras de Jesus indicam que ele, não só trouxe uma vida nova, mas, Ele próprio é a Vida Nova. Por isso, todas as suas ações estão em conflito com o mundo; com as ações, mentalidade, pensamentos e verdades do mundo. Nesse sentido vale o alerta: “Não amem o mundo e nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo – os apetites baixos, os olhos insaciáveis, a arrogância do dinheiro – são coisas que não vêm do Pai, mas do mundo. E o mundo passa com seus desejos insaciáveis. Mas quem faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1Jo 2,15-17).

Quem se aproxima de Jesus se apaixona por Ele: “Quem age conforme à verdade, se aproxima da luz, para que suas ações sejam vistas, porque são feitas como Deus quer” (João 3,21.34-36). Esta é a realidade que caracteriza o discípulo; aquele que descobriu o amado de sua alma e com ele quis formar uma aliança de amor e fidelidade. De fato, o discípulo de Cristo é um apaixonado por tudo aquilo que diz respeito ao Cristo, com todas as suas consequências e exigências. O discípulo de Cristo é alguém que está em conflito com o mundo porque, o mundo está em guerra contra Cristo. Vivendo em permanente tensão diante do pecado, precisa da conversão.

A conversão não é algo mágico, do céu para a terra. É graça de Deus num processo de mudança diário que se dá a partir de um coração arrependido, manso e humilde. O arrependimento precisa de coragem e ousadia, porque é humilhação, é pura exposição, é desnudamento… E, como isso é difícil! Muitas vezes parece superior às nossas forças. A palavra grega que corresponde à conversão é METANÓIA: mudança de critério e mudança de Hábito. Critério é aquilo que serve de norma para julgamento; preceito que permite distinguir o erro da verdade; tino, discernimento. Hábito é uma disposição adquirida pela repetição frequente de um ato; uso; costume.

Na luta pela conversão não é suficiente a mudança de critério. Caso não haja uma decisão para mudar hábitos sobrará, apenas, a frustração de inúmeras tentativas inglórias. Veja bem: O indivíduo vê que está afastado da família e, então, descobre que precisa mudar de critério em relação ao trabalho, porque é exagerado; em relação à Igreja porque é ausente; em relação ao dinheiro, porque é um ganancioso e assim por diante. Mas não toma postura e não age em relação aos excessos na TV, na frequência ao bar, na jogatina, na internet, no telefone, na moda e, por ai vai. No processo de conversão, a mudança de critério supõe a mudança de hábito. Caso contrário é esforço inútil.

“Pois agora – oráculo de Javé – voltem para mim de todo o coração, fazendo jejum, choro e lamentação. Rasguem o coração, e não as roupas! Voltem para Javé, o Deus de vocês, pois ele é piedade e compaixão, lento para a cólera e cheio de amor” (Jl 2,12-13).

por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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