Conselhos, uma necessidade para a vida!

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Não raro ouvimos dizer: “Se conselho fosse bom ninguém dava, vendia!”

Esta é uma expressão perigosa que guarda uma certa arrogância!

Conselhos são necessários e fazem parte do patrimônio familiar; da vida fraterna e comunitária.

Conselhos provém da sabedoria da vida e, são ótimos para serem comunicados na convivência; não como uma receita, uma ordem, um chavão ou produto de alguém que é melhor que alguém Pelo contrário. Conselhos são o “produto” da vida de quem vai se deixando conduzir pelas descobertas e aprendizados em meio as quedas e reerguimentos, idas e voltas, subidas e descidas, pecados e graça…

A Sagrada Escritura considera os conselhos como princípio da sabedoria:

O salmo 1,1 alerta: “Feliz o homem que não vai ao conselho dos injustos, não pára no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores”.

Saber pedir e viver os conselhos é uma questão de sabedoria que se aprende porque, nem todo conselho conduz à vida.

O livro do Eclesiástico confirma: “Nunca peça conselhos a uma mulher sobre a rival dela; nem a um covarde sobre a guerra; nem a um negociante sobre o comércio; nem a um comprador sobre a venda; nem a um invejoso sobre a gratidão; nem a um egoísta sobre a bondade; nem a um preguiçoso sobre o trabalho; nem a um empreiteiro sobre o fim da tarefa; nem a um empregado preguiçoso sobre um grande trabalho. Não procure nenhuma dessas pessoas para receber delas algum conselho” (37,11).

O mesmo livro do Eclesiástico assevera: “Ao contrário, frequente sempre o homem fiel, a quem você conhece como praticante dos mandamentos, que tenha a mesma disposição sua e que, se você tropeçar, sofrerá com você. Siga o conselho do seu próprio coração, porque mais do que este ninguém será fiel a você. A alma do homem frequentemente o avisa melhor do que sete sentinelas colocadas em lugar alto. Além disso tudo, peça ao Altíssimo que dirija seu comportamento conforme a verdade” (37,12-15).

Não desprezemos os conselhos por mecanismos defesa porque, na realidade, todos nós precisamos de conselhos.  Quem não aproveita a gratuidade dos conselhos, paga alto preço pelas atitudes inconsequentes, mal formadas e mal dirigidas.

Alguns Conselhos bíblicos

“Não critique antes de verificar; examine primeiro, para depois julgar.  Não responda antes de escutar, e não interrompa a conversa. Não brigue por alguma coisa que não diz respeito a você, nem se meta em briga de pecadores” (Eclo 11,7-9).

“Meu filho, não se encha de coisas para fazer. Se exagerar, acabará cometendo erros; e mesmo se correr, não chegará, nem fugindo conseguirá escapar. Há pessoas que trabalham, se afadigam e se atropelam e, apesar de tudo, estão sempre atrasadas” (Eclo 11,10-11).

“Persevere em sua tarefa, faça dela a sua vida, e envelheça cumprindo o seu dever. Não admire o que o pecador faz” (Eclo 11,20-21a).

“Confie no Senhor e persevere na fadiga, pois é fácil para o Senhor enriquecer um pobre de repente.  A bênção do Senhor é a recompensa para quem é fiel, e a bênção dele floresce num instante”  (Eclo 11,21a-22).

“Não diga: “Do que é que eu preciso? O que ainda me falta?” Não diga: “Tenho tudo o que preciso. Que desgraça me pode acontecer?” No tempo da prosperidade, a pessoa se esquece da desgraça, e no tempo da desgraça nem se lembra da prosperidade” (Eclo 11,23-25).

 “Não confie em suas riquezas, nem diga: “Elas resolvem tudo”. Não siga o seu instinto nem a sua força, para satisfazer os seus caprichos. Não diga: “Quem me poderá dominar?” Porque o Senhor castiga, e castigará você” (Eclo 5,1-3).

“Não diga: “Pequei, e nada me aconteceu”, pois o Senhor é paciente. Não fique muito seguro do perdão, a ponto de amontoar pecados” (Eclo 5,4-5).

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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