Com tanto escândalo quem precisa de má noticia!

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Aonde vamos parar, meu Deus?

Para todo e qualquer lugar onde se olha, em nosso país, vemos emergir escândalos e mais escândalos; crimes e mais crimes praticados por pessoas importantes, gente de renome, autoridades, políticos, etc, etc e tal. A lista dos escandalosos crimes é absurdamente grande e diversificada: corrupção ativa e passiva, barganha de poder, tráfico de influência, roubo, estelionato, desvio de verbas, formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico transnacional de drogas, ocultação de patrimônio, sonegação fiscal, malversação do dinheiro público, falsidade ideológica eleitoral, caixa dois, adulteração de produtos, fraude nos pesos e medidas…

Com tantos escândalos, parece não haver mais espaço para nenhuma má notícia. Os meios de comunicação já estão tomados, diariamente, por toda esta patifaria. Chega a dar nojo, vergonha, raiva, indignação.

O que está acontecendo conosco?

O que está acontecendo com a nossa pátria mãe gentil?

Será que entramos, de vez, na banalização moral e ética? Será o começo do caos? Em quem acreditar? O que, realmente, podemos fazer para reverter este estado geral de desmandos e desmantelos?

É claro que não podemos nos deixar levar por nenhuma forma de negativismo, pessimismo ou conformismo que conduz à letargia social. Porque senão, se já está ruim, ficará pior.

Precisamos reagir aos fatos e não deixar que o império do mal e da maldade domine sobre nós.

É claro que algumas providências de justiça já estão sendo tomadas pelo judiciário brasileiro, mesmo com limitações e fendas. Mas, não é tudo. Precisamos restaurar o senso de justiça e de verdade, necessário para a sobriedade ética e moral da sociedade.

A indignação com os inúmeros escândalos políticos, econômicos e sociais que nos aborrecem precisa, por um lado, ganhar terreno na prática de mudança pessoal, pela conversão, como radicaliza são Mateus, no evangelho:

“Quem escandalizar um desses pequeninos que acreditam em mim, melhor seria para ele pendurar uma pedra de moinho no pescoço, e ser jogado no fundo do mar.

Ai do mundo por causa dos escândalos!

É inevitável que aconteçam escândalos, mas ai do homem que causa escândalo!

Se a sua mão ou o seu pé é ocasião de escândalo para você, corte-o e jogue-o para longe de você. É melhor para você entrar para a vida sem uma das mãos, ou sem um dos pés, do que ter as duas mãos ou os dois pés, e ser lançado no fogo eterno. E se o seu olho é ocasião de escândalo para você, arranque-o e jogue-o para longe de você. É melhor para você entrar para a vida com um olho só, do que ter os dois olhos, e ser jogado no inferno de fogo” (Mateus 18,6-9).

Por outro lado, esta indignação precisa ganhar força no terreno da organização popular de base, como verdadeira mobilização do povo para a garantia dos direitos, para a salvaguarda das conquistas, para a criação de amplo espaço de discussão dos problemas e das soluções sócio-política-econômicas e, ainda mais, para a construção da paz, da igualdade de direitos e da responsabilização, sem foro privilegiado, diante da lei e da justiça.

Se ostentamos “ordem e progresso” em nossa bandeira nacional, estamos todos comprometidos a descer do triunfalismo ufanista, que segue às margens rio Ipiranga e chegar às múltiplas margens e periferias deste gigante pela própria natureza.

Não admitiremos mais ninguém dizendo: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Pelo contrário, porque amamos o nosso país, não podemos mais deixa-lo à mercê dos humanicidas.

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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