Coerência: Grande exigência da Fé

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Coerência é um valor humano essencial para relacionamentos autênticos e duradouros. Mas, onde a coerência precisa estar ancorada para não ser dissimulação e hipocrisia?

A carta de Tiago, no capítulo 1, nos faz enxergar o mundo e a vida com uma amplitude de fé extraordinária. Suas palavras nos permitem entrever uma vida marcada por valores que são sustentados por princípios irrenunciáveis que dão lastro à coerência de vida, para uma fé autêntica.

A fé nas provações produz amadurecimento (vv 2-4).

Meus irmãos, fiquem muito alegres por terem que passar por todo tipo de provações, pois vocês sabem que aprendem a perseverar quando sua fé é posta à prova. Mas é preciso que a perseverança complete a sua obra em vocês, para que sejam homens completos e autênticos, sem nenhuma deficiência.

A Sabedoria nos faz testemunhas de Algo Maior (vv 5-8).

Se alguém de vocês tem falta de sabedoria, que peça a Deus, e ele a dará, porque é generoso e dá sem impor condições. Todavia é preciso pedir com fé, sem duvidar, porque aquele que dúvida é como a onda do mar, que o vento leva de um lado para outro. Quem é assim, não pense que vai receber alguma coisa do Senhor, pois é indeciso e instável em tudo o que faz.

A maior riqueza da vida é o amor e o respeito mútuo (vv 9-11).

Que o irmão pobre se orgulhe de sua alta dignidade, e o rico se orgulhe de perder sua posição social, porque o rico desaparecerá como a flor da erva. O sol se levanta, vem o calor e seca a erva, e lá se foi a beleza do seu viço! É assim que o rico vai perecer no meio dos seus negócios!

Não resolvemos nossa vida procurando culpados (vv 12-15)

Feliz o homem que suporta com paciência a provação! Porque, uma vez provado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu àqueles que o amam. Quando tentado, que ninguém diga: “Deus está me tentando.” Porque Deus não é tentado a fazer o mal nem tenta a ninguém. Cada um é tentado pelo seu próprio desejo, que o atrai e seduz; a seguir, o desejo concebe e dá à luz o pecado, e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.

Somos a maior dádiva de Deus (vv 16-18).

Não se enganem, meus queridos irmãos: qualquer dom precioso e qualquer dádiva perfeita vêm do alto, desce do Pai das luzes, no qual não há fases ou períodos de mudança. Por sua própria iniciativa, ele nos gerou por meio da Palavra da verdade, para que nos tornássemos as primeiras dentre as suas criaturas.

Disciplina é a Lei da Liberdade (vv 19-25).

Vocês já sabem, meus queridos irmãos: cada um seja pronto para ouvir, mas lento para falar, e lento para ficar com raiva, porque a raiva do homem não produz a justiça que Deus quer. Por isso, deixem de lado qualquer imundície e sinal de malícia, e recebam com docilidade a Palavra que lhes foi plantada no coração e que pode salvá-los. Sejam praticantes da Palavra, e não apenas ouvintes, iludindo a si mesmos. Quem ouve a Palavra e não a pratica, é como alguém que observa no espelho o rosto que tem desde o nascimento; observa a si mesmo e depois vai embora, esquecendo a própria aparência. Mas, quem se concentra numa lei perfeita, a lei da liberdade, e nela continua firme, não como ouvinte distraído, mas praticando o que ela manda, esse encontrará a felicidade no que faz.

Todo valor humano, por si mesmo, fundamenta qualquer exigência de fé. Se não for assim, não é fé autêntica e nem coerente. A coerência da fé não está baseada na fidelidade ideológica ou doutrinária, mas, no respeito a dignidade humana e, por conseguinte, o respeito a tudo aquilo que é necessário à sua integridade e existência.

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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