CHEIRO DE CREME DENTAL

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Quando a questão é higiene bucal, não basta “o cheiro” do creme dental. É preciso escovar os dentes.

Do mesmo modo, quando a questão é a autenticidade da fé, não basta ter práticas religiosas ou devocionais. É preciso amar e ser fiel a Deus: “ainda que eu falasse línguas, as dos homens e a dos anjos, se eu não tivesse amor seria como um bronze que soa ou como um címbalo que retine (…) eu não seria nada” (1Coríntios 13,1-2).

Apenas comendo o creme dental, não se faz higiene bucal. Antes, tal prática de mascaramento pode redundar em riscos sérios para a saúde. A criança pensa que está dando um “balão” na mãe porque está cheiro de pasta na boca. Consegue driblar a mãe, mas está enganando a si mesmo. Não tardará e a mentira se mostrará em forma de cárie e dor de dente.

Na fé também é assim. Práticas externas e superficiais, sem compromissos de enraizamento interior redundam em formalismo religioso e hipocrisia: “este povo me honra com os lábios, mas o coração está longe de mim. De nada vale o culto que me prestam, pois o que ensinam são preceitos humanos” (Isaías 29,13-14; Mateus 15,8-9).

Quem não tem consistência em si mesmo vive de impressionar os outros com superficialidades e acaba por enganar com “o cheiro” de práticas meramente exteriores. Quer dizer, engana a si mesmo e aos outros, não a Deus: “Se alguém pensa que é religioso, mas não sabe controlar a sua língua, está enganando a si mesmo, e sua religião não vale nada. Religião pura e sem mancha diante de Deus, nosso Pai, é esta: socorrer os órfãos e as viúvas em aflição, e manter-se livre da corrupção do mundo” (Tiago 1,26-27).

A maturidade na fé não é uma questão de tempo, mas de autenticidade. A fé autêntica não exclui a prática (obra). Antes, precisa dela para ser testemunho de amor e fidelidade porque: “a fé sem obras está completamente morta” (Tiago 2,17).

Concretamente, a grande questão é esta: a fé não admite qualquer tipo de obra. No mundo existem muitas obras, mas nem todas são expressão de fé. Somente as obras no amor se mantém e se sobrepõe à vaidade, à ostentação e à toda forma de auto-promoção.

O Cristão maduro é, portanto, aquele que procura vencer as aparências para fazer prevalecer a lei de um coração que ama: “Prestem atenção! Não pratiquem a justiça de vocês diante dos homens, só para serem elogiados por eles. Fazendo assim, vocês não terão a recompensa do Pai de vocês que está no céu” (Mateus 6,1).

Corremos de um lado para o outro esperando descobrir a chave da felicidade… Esperamos que tudo que nos preocupa se resolva num passe de mágica. Achamos que a vida seria tão diferente, se pelo menos fôssemos felizes. E, assim, uns fogem de casa para serem felizes e outros fogem para casa para serem felizes… Uns se casam para serem felizes e outros se divorciam para serem felizes… Uns fazem viagens caríssimas para serem felizes e outros trabalham além do normal para serem felizes … Uma busca infinda. Anos desperdiçados. Nunca a lua está ao alcance da mão, nunca o fruto está maduro, nunca o vinho está no ponto. Sombras, lágrimas. Nunca estamos satisfeitos. Mas, há uma forma melhor de viver!

A partir do momento em que decidimos ser felizes, nossa busca da felicidade chegou.

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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