BUSCAR A DEUS!

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A busca de Deus não se realiza, simplesmente, nas necessidades. Deus não é “pronto socorro”. Essa busca é, antes de tudo, uma caminhada contínua, atenta, corajosa, alegre, fiel, perseverante até se constituir num itinerário. Ou seja, até não haver mais diferença entre o caminho e quem o escolhe. Trata-se de uma configuração e identificação completa com o que se está fazendo e sendo.

Existem muitas formas de nos dirigirmos a Deus; de nos ligarmos a ele. Uma delas é a oração sincera, desinteressada, amiga, cotidiano. Não existe uma receita sobre como orar. Existe sim, uma exigência: a transparência. Sendo a oração um diálogo de amor, sem transparência ele não passará de uma chantagem utilitarista que instrumentaliza Deus e sua bondade.

Oração é uma necessidade da vida com Deus!

O que diz a Bíblia?

“Peçam, e lhes será dado! Procurem, e encontrarão! Batam, e abrirão a porta para vocês! Pois todo aquele que pede, recebe; quem procura, acha; e a quem bate, a porta será aberta” (Mt 7,7-8).

“Eu garanto a vocês: se alguém disser a esta montanha: `Levante-se e jogue-se no mar, e não duvidar no seu coração, mas acreditar que isso vai acontecer, assim acontecerá.’ É por isso que eu digo a vocês: tudo o que vocês pedirem na oração, acreditem que já o receberam, e assim será. Quando vocês estiverem rezando, perdoem tudo o que tiverem contra alguém, para que o Pai de vocês que está no céu também perdoe os pecados de vocês. Mas, se vocês não perdoarem, o Pai de vocês, que está no céu não perdoará os pecados de vocês” (Mc 11,23-26).

O que diz a Igreja?

Só a oração vence a Deus. Mas Cristo não quis que ela servisse para fazer mal algum; quis antes que toda a eficácia que lhe deu fosse apenas servir o bem. Conseqüentemente, ela não tem outra finalidade senão tirar do caminho da morte as almas dos defuntos, robustecer os fracos, curar os enfermos, libertar os possessos, abrir as portas das prisões, romper os grilhões dos inocentes.  Ela perdoa os pecados, afasta as tentações, faz cessar as perseguições, reconforta os de ânimo abatido, enche de alegria os generosos, conduz os peregrinos, acalma as tempestades, detém os ladrões, dá alimento aos pobres, ensina os ricos, levanta os que caíram, sustenta os que vacilam, confirma os que estão de pé.

O próprio Jesus orou; a ele a honra e o poder pelos séculos dos séculos.  (Tertuliano, Presbítero)

Jesus ensinou os seus discípulos o Pai Nosso. Esta oração é um verdadeiro programa de vida. Ela nos relança no “mundo” de Deus e nos situa em nossa própria vida. Aprender a rezar é descobrir o céu, é viver a fraternidade, é mergulhar no amor, é renovar o mundo

A história conhece muitos homens e mulheres de oração que fizeram a experiência do céu, numa experiência de abandono em Deus.  É destas experiências que recolhemos esta oração que você poderá usar.

A oração brota da confiança que faz seguir e esperar, agradecer e louvar, abraçar a alegria e tristeza, receber e dar… entregar-se a Deus; abandonar-se em suas mãos.

São Carlos de Foucauld nos presenteou com uma das mais belas orações: A oração do Abandono, que podemos rezar e viver: “Meu Pai, a vós me abandono. Fazei de mim o que quiserdes. O que de mim fizerdes eu vos agradeço. Estou pronto para tudo, aceito tudo, contanto que a vossa vontade se faça em mim e em todas as vossas criaturas: não quero outra coisa, meu Deus. Entrego minha vida em vossas mãos, eu vo-la dou, meu Deus, com todo o amor do meu coração porque vos amo e porque é para mim uma necessidade de amor dar-me, entregar-me em vossas mãos sem medida, com infinita confiança, porque sois meu Pai. Amém!”

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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