As forças que operam contra o reino de Deus

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Não existe coisa pior do que o engenho de forças contrárias que agem na surdina, no escondimento, na ocultação, como o propósito de sabotar. Todos os dias isso acontece nos negócios, nas transações, nas relações de amizade, nas famílias…

Por que agem as forças contrárias?

As forças contrárias são dispositivos da maldade e agem para o mal, com o mal e pelo mal com o objetivo de “roubar, matar e destruir”, como está escrito em Jo 10,10.

Diante das forças contrárias é preciso ter muita sabedoria para não cair nas tramas do seu poder desmobilizador que dá canseira, confunde, engana, faz ter raiva, desconcentra, desmotiva, desestabiliza, desequilibra e enlouquece.

Ninguém vence forças contrárias pelo enfrentamento direto e destemido mas, pela estratégia de neutralização porque, uma vez que forças contrárias acontecem na surdina, seu prolongamento é o atraiçoamento e, podem usar toda a nossa energia, nossa desenvoltura e nossa força para nos enfraquecer. E, uma vez fracos estamos fora de combate.

A estratégia de neutralização é um recurso simples: entregar o mal à sua maldade mas, isso exige tempo, coragem, paciência, concentração e disciplina.

Como nosso maior problema é a pressa: queremos ver tudo resolvido, corremos o risco de fracassar. Nessa hora entendemos o quão necessária é a fé porque, ela é que vai nos preparando, ao longo da vida, para aceitar que “debaixo do céu há momento para tudo e tempo certo para cada coisa” (Ecle 3,1), além de desenvolver, em nós, a coragem, a paciência, a concentração e a disciplina.

Na verdade, o mal é que tem pressa. Sua gana de destruição não tem limites e não quer perder tempo. Se nos entregamos à pressa do mal, somos destruídos pela pressa. Mas, se ao contrário, somos pacientes o mal acaba autodestruindo-se. Por isso diz São Paulo: “Não se deixe vencer pelo mal mas, vença o mal com o bem” (Rm 12,21)

Não é de hoje que o Reino de Deus é alvo de forças contrárias. Jesus viveu isso e deixou um ensinamento claro de como neutralizar tais forças e seu autor. Porque, o inimigo do Reino além do objetivo de desmobilizar o Poder do Reino, interessa-se em cooptar (trazer para si) quem é do Reino, fazendo-os seus escravos.

Jesus contou outra parábola à multidão: “O Reino do Céu é como um homem que semeou boa semente no seu campo. Uma noite, quando todos dormiam, veio o inimigo dele, semeou joio no meio do trigo, e foi embora. Quando o trigo cresceu, e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. Os empregados foram procurar o dono, e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que arranquemos o joio?’ O dono respondeu: ‘Não. Pode acontecer que, arrancando o joio, vocês arranquem também o trigo. Deixem crescer um e outro até à colheita. E no tempo da colheita direi aos ceifadores: arranquem primeiro o joio, e o amarrem em feixes para ser queimado. Depois recolham o trigo no meu celeiro!’”

Então Jesus deixou as multidões, e foi para casa. Os discípulos se aproximaram dele, e disseram: ‘Explica-nos a parábola do joio.’ Jesus respondeu: ‘Quem semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifadores são os anjos. Assim como o joio é recolhido e queimado no fogo, o mesmo também acontecerá no fim dos tempos: o Filho do Homem enviará os seus anjos, e eles recolherão todos os que levam os outros a pecar e os que praticam o mal, e depois os lançarão na fornalha de fogo. Aí eles vão chorar e ranger os dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça’. (Mateus 13,24-30.36-43).

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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