APRESENTADOS POR DEUS A NÓS MESMOS!

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Quem sou eu? Com esta pergunta básica-fundamental nos colocamos diante da existência, como seres únicos e irrepetíveis; nos afirmamos, como pessoa, diante de uma multidão de existentes; nos lançamos para frente, assumindo um caminho e uma caminhada; nos relacionamos com o mundo e descobrimos nossa identidade; nos formamos abraçando nossa vocação e missão.

Os processos da vida, não acontecem sem conflitos, crises e rupturas. Todos nós somos frutos de muitos embates e lutas internas e externas. Assim vamos sendo feitos, na forja da vida. Do nascer à morte, vamos sendo moldados.

Para a fé, isso é um princípio! É uma verdade que nos acompanha e que nos permite ser o que somos. Ninguém nasce pronto e acabado. Pouco-a-pouco, vamos sendo feitos, até a plenitude.

Porque a vida é um processo de construção, isso não significa que somos um folha em branco que precisa ser escrita ou preenchida por algo que não temos ou que não somos. Não! Isso não. Trata-se, antes de tudo, de um processo, paulatino, de autoconsciência, auto-aceitação, autoapropriação… combinado com uma gama de traços culturais, sociais, econômicos, familiares, religiosos, teológicos, transcendentais, sexuais, afetivos, emocionais, sentimentais… Na verdade, nós somos um complexo humano ligado por muitos pontos de conexões. Sendo essa a nossa complexidade existencial, temos um devir histórico que ultrapassa todos os modismos, achismos, reducionismos e febre da democracia de gênero e não gênero; dos determinismos de fé e não fé, do dualismo de bem e de mal, do liberalismo da política e da economia e todos os abismos cismáticos desta nossa época de crise de identidades e sentidos.

A Sagrada Escritura nos ajuda a visualizar e pontuar o caminho da ressignificação humana, a partir do senso criativo e missionário de Deus em relação ao ser humano, obra de suas mãos.

No livro do Profeta Amós 7,12-15 encontramos a expressão: “Foi Javé quem me tirou de trás do rebanho, e me ordenou…”, sobre o bonito processo de autoconsciência do profeta que, diante da missão recebida, autocompreende-se e assume sua identidade e vocação.

“Então Amasias disse a Amós: “Vidente, vá embora daqui. Retire-se para a terra de Judá. Vá ganhar a sua vida fazendo lá suas profecias. Não me venha mais fazer profecias em Betel, pois isto aqui é o santuário do rei, e é templo do reino”. Amós respondeu a Amasias: “Eu não sou profeta, nem discípulo de profeta. Eu sou criador de gado e cultivador de sicômoros. Foi Javé quem me tirou de trás do rebanho, e me ordenou: ‘Vá profetizar ao meu povo Israel’.”

Na carta de São Paulo aos Efésios 1,3-14 encontramos um lindo bendito da graça sem limite, do complexo humano, afirmado sobre o amor de Deus.

“Ele nos escolheu em Cristo antes de criar o mundo para que sejamos santos e sem defeito diante dele, no amor. Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por meio de Jesus Cristo, conforme a benevolência de sua vontade, para o louvor da sua glória.

Mas, é o próprio Jesus, no Evangelho de Marcos 6,7-13, quando do envio dos doze, em missão, dá o panorama da vida, vocação e missão: vencer os males do mundo e suas impregnações diabólicas nas pessoas:

“Jesus começou a percorrer as redondezas, ensinando nos povoados. Chamou os doze discípulos, começou a enviá-los dois a dois e dava-lhes poder sobre os espíritos maus.”

Aquele que nos fez e, nos conhece, nos apresenta a nós mesmos; à nossa vocação e missão!

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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