AMOR QUE VALE A PENA!

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Muito se fala, se escreve e se teoriza sobre o amor. Sobre o amor muito se especula, se faz e se justifica. O amor inspira, impulsiona e paralisa. No amor encontra-se o paradigma, o paradoxo ou a contradição. No amor tudo cabe

Por amor! Com amor! No amor!

O amor move a vida! Mas, por acaso, move a sua? Você ama? O que faz você amar? Sente-se realizado(a) no amor? Você sente-se amado(a)? O que faz você permanecer no amor?

Eu sei que são muitas perguntas. Talvez você precise de mais tempo para respondê-las todas. Mas, fundamentalmente, a questão é essa: amar vale a pena?

O nível de satisfação das pessoas, em todas as coisas, por maior que seja, não é de 100%. É claro que não! É próprio da natureza humana a carência, a insatisfação e o desejo, sempre crescente, de algo mais. Isso não é um mal, é nossa realidade; nossa verdade. Nós somos assim! Nossa perfeição é humana. Portanto, todo o nosso ser, nosso fazer, nosso querer, nosso pensar, nosso falar, nosso agir… deve ser considerado humanamente.

Na verdade, a insatisfação, como um dado existencial, no ser humano, é suplantada; é abafado pela insatisfação como queixume, reclamação, decepção, desdém, descontentamento, rejeição.

O modo como avaliamos as coisas é perdulário e de pouco alcance porque temos uma visão mecânica, pobre, simplista e distorcida de nós mesmos. Medimos errado porque nos vemos erroneamente!

Estamos nos perguntando sobre o amor: amar vale a pena?

Para responder bem a essa pergunta, é preciso perguntar-se antes: o que é o amor para mim? Como vejo o amor? Qual é a verdade do amor em mim?

Para muitas pessoas amor é, eminentemente, um sentimento. Mas, será que o amor é somente sentimento? Não! O Amor é sentimento, mas não só sentimento; o amor é muito maior. O amor que é só sentimento falseia a vida e suas expressões porque cede à tentação de vestir tudo com a perfeição e fazer da perfeição sua única exigência. Não há amor, senão de Deus, que subsista à exigência de perfeição.

O amor humano está carregado daquilo que é próprio do ser humano: fragilidades, imperfeições, debilidades, fraquezas, insuficiências. Essa é a verdade do amor humano. É por isso que toda afirmação sobre o amor tem como exigência fundamental, a busca permanente de superação das imperfeições.

Quando alguém diz para alguém: ‘eu te amo’, além de chamar este outro alguém para o universo do seu sentimento que, também, é imperfeito, chama-o, ao mesmo tempo, para o perdão, para a doação, para a renúncia, para a entrega, para o crescimento, para a misericórdia, para o companheirismo, para a liberdade, para o discernimento, para a compreensão, para o entendimento…

O amor será, sempre, impossível e improvável para quem o fechou numa pequena esfera de má compreensão. O amor não é fácil porque compromete. O amor que não compromete, não é amor, é mero jogo de sedução.

Acredite no amor! O amor vale a pena porque é fonte de vida e de salvação!

Se você, apesar de tudo, ainda não acreditar no amor, olhe para a cruz. A cruz, mais do que prova, é o sinal de um amor possível, livre e humano. Eu acredito no amor! ‘Deus é amor’(1Jo 4,8) ‘O amor jamais passará!’ (1Cor 13).

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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