A PALAVRA DE DEUS, A HERANÇA DO REINO E A HUMILDADE!

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Nossa vida é consumida, é gasta em torno das nossas buscas que, não são poucas e que não são pequenas. Nossas buscas são a nossa vida!

Responda, então: O que você busca? O que você procura? O que você pretende alcançar? Que meios e instrumentos você emprega? Que passos você já deu?

O caminho que fazemos para realizar as nossas buscas são mais importantes do que as buscas em si porque, o que queremos, de alguma forma, já está presente em nossos passos: nos objetivos, decisões, escolhas, renúncias… A realização de uma pessoa é a progressão de um caminho; é o fruto de muitas lutas; é o resultado de uma caminhada; é o desenrolar de um processo; é o conjunto de atitudes em torno de um projeto.

O caminho a ser percorrido não está pronto, precisa ser feito, carece de ser descoberto. Bem por isso o caminho não está isento das ilusões do prazer, do ter, do poder, da fama… que têm sido implantados em nossas cabeças, alma e coração, pelo inebriante progresso material do mundo.

De fato, o mundo tem crescido, amplamente, na produção e acesso aos bens materiais. Todo mundo pode ter tudo o que quiser! E é instigado para isso. Um clima de sedução e facilidade, tem empurrado as pessoas ao abismo da insatisfação: quero mais… mais… mais… sempre mais! Esta insatisfação não é sadia. É algo doentio, abusivo, obsessivo, neurótico. Eis o grande nó da vida baseada na satisfação material: nada basta!

O materialismo é cínico porque cria a onipotência do prazer ao custo do esvaziamento do sentido da vida. Temos tudo e não temos nada. Ganhamos, certamente, mais coisas com todo o progresso e evolução, mas não ganhamos mais ser.

Tudo passa! É preciso que isso esteja claro em nossa caminhada. Só Deus basta!

Não podemos nos contentar com tão pouco: “Não se amoldem às estruturas deste mundo, mas transformem-se pela renovação da mente, a fim de distinguir qual é a vontade de Deus: o que é bom, o que é agradável a ele, o que é perfeito” (Rm 12,2).

É preciso dar um basta e corrigir, enquanto é tempo, a direção do caminho que estamos fazendo para que nossas buscas não atrasem as nossas vidas. Precisamos admitir, outrossim, que não precisamos mais… mais… sempre mais. Precisamos, isto sim, de algo a mais, melhor, maior e verdadeiro. É Preciso muita coragem romper com o ciclo das necessidades introjetadas em nós pelo mundo. É preciso muita humildade para se decidir pelo Reino.

Por que a vida não avança? Por que nossos caminhos não nos levam a lugar nenhum? Ora, porque nossas buscas estão invertidas.

O ideal, nesse caso, é reorientar os passos: “Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu” (Mt 5,3). O fundamental é reconsiderar as buscas: “Procurem Javé enquanto ele se deixa encontrar; chamem por ele enquanto está perto. Que o ímpio deixe o seu caminho e o homem maldoso mude os seus projetos. Cada um volte para Javé e ele terá compaixão…” (Is 55,6-8). O indispensável é confirmar o caminho: “Por isso eu lhes digo: não fiquem preocupados com a vida, com o que comer; nem com o corpo, com o que vestir. Pois a vida vale mais do que a comida, e o corpo mais do que a roupa? Quanto a vocês, não fiquem procurando o que vão comer e o que vão beber. Não fiquem inquietos. Porque são os pagãos deste mundo que procuram tudo isso. O Pai bem sabe que vocês têm necessidade dessas coisas. Portanto, busquem o Reino dele, e Deus dará a vocês essas coisas em acréscimo (…). De fato, onde está o seu tesouro, aí estará também o seu coração” (Lc 12,22-34).

Pense nisso! Humildemente reconsidere a vida que você está levando! Você pode ter uma vida que ultrapassa a ilusão das coisas e que, realmente, valha a pena!

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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