A MEDIDA DO BOM SENSO!

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Tudo o que é bom provem do Bem!

O Bem não é só uma categoria filosófica mas, a personificação de tudo o que é belo, verdadeiro, amável e sábio.

O bom senso não é sinônimo de senso comum porque não é o conhecimento raso das coisas. O bom senso não deve ser confundido, tão pouco, com unanimidade porque a “unanimidade é burra”. O bom senso não é uma verdade unilateral, criada para satisfazer ou justificar. O bom senso não é uma bandeira ideológica, ainda que plausível. O bom senso não é uma imposição minimalista. O bom senso não é uma doutrina.

O bom senso é a nossa resposta, participação, contemplação e ação, no mundo, sob a luz de tudo aquilo é belo, verdadeiro, amável e sábio. Por isso o bom senso é, por natureza, uma escola diária que, tem como mestres, o silêncio, a oração, o diálogo, o discernimento…

Por ser escola, o bom senso é compatível com processo: é inclusão, desenvolvimento, crescimento, maturidade, comunhão e vida.

Os livros sapienciais nos ajudam a entender por onde passa o bom senso e como pode se tornar uma verdade em nosso viver e conviver.

Livro dos Provérbios

“O homem de bom senso aceita o mandamento, mas o estúpido se arruína pela boca” (10,8). “Quem despreza o próximo não tem bom senso; o homem prudente guarda silêncio” (11,12). “O homem de bom senso é elogiado, mas o homem de coração perverso é desprezado” (12,8). “Quem cultiva seu campo ficará saciado de pão; quem corre atrás de ilusões não tem bom senso” (12,11). “Bom senso alcança favor, mas o caminho dos traidores conduz para a ruína” (13,15). “A ignorância alegra quem não tem bom senso, mas o homem prudente caminha direito” (15,21). “Quem rejeita a correção despreza a si mesmo, mas quem aceita a repreensão adquire bom senso” (15,32). “Quem adquire bom senso quer bem a si mesmo, e quem conserva o discernimento será feliz” (19,8). “O homem de bom senso reprime a ira, e tem como honra ignorar uma ofensa” (19,11). “Quem se desvia do caminho do bom senso acaba descansando na assembléia dos mortos” (21,16).

Livro do Eclesiástico

“Converse com homens de bom senso e tenha sempre como assunto as Leis do Altíssimo (9,15). “Governante sábio educa o seu povo e a autoridade de um homem que tem bom senso é bem organizada” (10,1). “Um rei sem instrução arruína o seu povo e, uma cidade terá prosperidade com o bom senso dos seus chefes” (10,3). “Não é justo desprezar um pobre que tenha bom senso, e não convém exaltar um homem pecador” (10,23). “Sabedoria, bom senso e conhecimento da lei vêm do Senhor, e dele procedem o amor e a prática das boas obras” (11,15). “Cuidado para não enganarem você, e para não ficar humilhado por sua própria falta de bom senso” (13,8). “Todo homem de bom senso conhece a sabedoria, e presta homenagem àquele que a encontrou” (18,28). “O sábio se promove com a palavra, e o homem de bom senso agrada aos poderosos” (20,27). “Há também três tipos de pessoas que eu detesto e cujo comportamento me irrita profundamente: o pobre orgulhoso, o rico mentiroso e o ancião adúltero e sem bom senso” (25,2). “O homem de bom senso não deixa de refletir, enquanto o estrangeiro e o orgulhoso não conhecem o temor” (32,8). “Da terra, o senhor criou os remédios, e o homem de bom senso não os despreza” (38,4).

São muitas as medidas que nos ajudam a conservar a excelência da vida e da convivência mas, quando colocamos em relevo a medida do bom senso vemos que é um grande bem.

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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