A MARCA DO BEM É A GRATUIDADE

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Muitas forças e fraquezas atuam dentro de nós e, são elas as responsáveis pelas nossas ações, mais ou menos elaboradas. Claro que, nem sempre, nos damos conta de que, para cada ato realizado, movimentamos, instantaneamente, uma série sentimentos, afetos, motivos, pensamentos, sensações, paixões…

Mesmo por atos instintivos, somos intensamente mobilizados interiormente. Nem tudo é elevado dentro de nós porque, nossos filtros precisam ser revisados o tempo todo.

Precisamos nos vigiar, o tempo todo porque, por exemplo, nossa bondade, nem sempre está isenta de ser afetada e de se misturar com o instinto egoísta e justiceiro de quem é ferido pela ingratidão e pela injustiça alheia. É verdade que somos movidos pela solidariedade, e pelos mais altos sentimentos humanos, quando vemos atingidos e envergados por uma dada situação, pessoas que estão precisando, mais do que nós ou passando por alguma humilhação ou desatino.

O espírito Altruísta e humanitário é muito louvável, nas pessoas, mas não é isso que deve garantir a permanência dos atos e atitudes de bondade em nós porque, o altruísmo e o humanismo cansam-se e são afetados por circunstâncias que lhe são alheias. Se queremos ver prosperar o bem, em nós, precisamos nos decidir pelo bem e ter claro que, o bem, por si só é uma força, cria apelos, determina estilo de vida, faz escola, opera decisões, faz querer, dá alegria, motiva e vocacionaliza os atos e atitudes porque, no fundo, o bem tem a ver com a essência da vida e é, por conseguinte, a sua raiz.

Um dos grandes ensinamentos de Jesus nos faz olhar para a vida com opções de gratuidade. O bem, em outras palavras, deve ter a marca da gratuidade, sem depender de nada e nem de ninguém, somente de sua própria força.

O Evangelista Lucas traz esse conteúdo no capítulo 6,27-38 e, assim formula as questões da gratuidade, como ensinamento de Jesus, para o seu discipulado:

Cinco máximas para a vida:

  1. Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam; 2. Bendizei os que vos amaldiçoam e rezai por aqueles que vos caluniam. 3. Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica. 4. Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. 5. O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles.

Três Correções necessárias de posturas viciadas:

  1. Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam. 2. E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim. 3. E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia.

Ressignificando as cinco máximas com o seguimento de Cristo:

  1. Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. 2. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus. 3. Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 4. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. 5. Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante, será colocada no vosso colo; porque, com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos.

Por ser um itinerário de vida, a gratuidade conjuga as opções e as decisões num quadro de verdadeira disposição de amor , pois a vida, por si só, é o motivo fundante e a razão suficiente para qualquer gesto, palavra, ato ou atitude.

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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