A LUZ VEIO AO MUNDO… OS HOMENS PREFERIRAM AS TREVAS

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“No princípio, Deus criou o céu e a terra. A terra estava sem forma e vazia; as trevas cobriam o abismo e um vento impetuoso soprava sobre as águas. Deus disse: ‘Que exista a luz!’ E a luz começou a existir. Deus viu que a luz era boa. E Deus separou a luz das trevas: à luz Deus chamou ‘dia’, e às trevas chamou ‘noite’.”

A luz foi o primeiro ato criador de Deus!

Por que?

Porque, Deus é luz por sua própria natureza. Tudo o que ele faz é para manifestar a luz da verdade. Ele fez a luz e, por meio da luz inverteu a situação geral de trevas presente no céu e na terra. Além disso, separou a luz das trevas como um marco referencial entre o dia e a noite.

A luz é necessária e indispensável por sua energia vital!

A vida não suporta a falta de Luz. Sem luz não há relações, não há caminho, não há caminhada. Sem luz, o mal acaba prosperando sobre o bem e a injustiça destrona a paz. Sem luz não há verdade.

A fé, comparada com a luz, ilumina a vida de quem crê, permitindo-lhe o novo todos os dias em todo o tempo.

Diz o Papa Francisco na carta Lumen Fidei: “A luz da fé é a expressão com que a tradição da Igreja designou o grande dom trazido por Jesus. Eis como Ele Se nos apresenta, no Evangelho de João: ‘Eu vim ao mundo como luz, para que todo o que crê em Mim não fique nas trevas’ (Jo 12,46). E São Paulo exprime-se nestes termos: ‘Porque o Deus que disse: «das trevas brilhe a luz», foi quem brilhou nos nossos corações’ (2 Cor 4, 6). (…) Quem acredita, vê; vê com uma luz que ilumina todo o percurso da estrada, porque nos vem de Cristo ressuscitado, estrela da manhã que não tem ocaso.”

Mas, lembra o Papa Francisco que, “o nosso ato de fé é precedido pelo amor de Deus que se manifesta ao mundo e nos faz experimentar seu amor salvador. Por isso, a experiência do amor precede a fé!”

O amor de Deus é a grande luz que ilumina o mundo e a vida das pessoas.

Sem o amor a fé é, apenas, uma teoria que, não chega a iluminar a vida.

“Amemo-nos uns aos outros, pois o amor vem de Deus. E todo aquele que ama, nasceu de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. (…) E nós reconhecemos o amor que Deus tem por nós e acreditamos nesse amor” (1Jo 4,7-8.16a).

Amor e fé são, decisivamente, fontes da gratuidade de Deus que, nos permitem entrar no Mistério do próprio Deus e viver, dia-a-dia, a História de Salvação: “Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos a vida juntamente com Cristo, quando estávamos mortos por causa de nossas faltas. Vocês foram salvos pela graça! Na pessoa de Jesus Cristo, Deus nos ressuscitou e nos fez sentar no céu” (Ef 2,4-6).

Amor e fé criam um grande espaço de liberdade no crente, por isso, exigem engajamento e conversão; lembra-nos São João: “Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, do mesmo modo é preciso que o Filho do Homem seja levantado. Assim, todo aquele que nele acreditar, nele terá a vida eterna. Pois Deus amou de tal forma o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele acredita não morra, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, e sim para que o mundo seja salvo por meio dele. Quem acredita nele, não está condenado; quem não acredita, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho único de Deus. O julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. Quem pratica o mal, tem ódio da luz, e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam desmascaradas. Mas, quem age conforme à verdade, se aproxima da luz, para que suas ações sejam vistas, porque são feitas como Deus quer” (Jo 3,14-21).

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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