A FÉ EM MEIO AS CRISES…

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Vivemos um tempo de muitas “esperanças”! Mas, a impressão que dá, é que as esperanças não são suficientes para suportar os pesos sob os quais temos vivido.

Quem sabe, o excesso de informações, as deturpações, as falsas notícias, os absurdos comportamentais, as violências etc, estejam inibindo nosso poder de realização, na responsabilidade criativa.

Estamos dentro de um pluralismo religioso e, o que deveria ser ótimo, está eivado por uma série de desmontes de sentidos e perdas significados, naquilo que representa a religião, como um religare permanente dentro da relação humano-Deus, humano-humano e humano-universo.

Como diz Graciliano Ramos “temos muitas sombrinhas religiosas nas quais podemos nos refrescar”.

Há uma linha muito tênue entre religião e negócio, fazendo com que o “mercado” de religiões e novas correntes espiritualistas seja farto e confuso.

A demanda pelo sagrado, a busca do sobrenatural se mistura às situações dolorosas e graves problemas de ordem pessoal e social que atingem o nosso país: perda de sentido para a vida, a violência, o aumento do abismo entre ricos e pobres, a destruição do meio ambiente, a miséria, a fome, as doenças, o desemprego. Em crise, as pessoas buscam socorro, consolo e esperança em qualquer lugar, dentro ou fora dos templos.

As “respostas-soluções” para os problemas humanos atuais são tantas que, ao invés de conferir mais sentido e realização à vida, têm levado à exaustão, à insatisfação e ao vazio. Até onde isso vai chegar?

O grande nó da exaustão, da insatisfação e do vazio das “respostas-soluções” é que, geralmente, sustentam o imediatismo de quem está à procura. Mas, o problema é que, não é qualquer coisa, de qualquer jeito, a qualquer hora, em qualquer medida que resolve as crises pelas quais passamos. À procura de coisas, as pessoas têm perdido o seu ser. Vão e voltam com mais doutrinas, superstições, crendices, intolerâncias, medos, obsessões, divergências… e, com menos fé. São flagrantes as contradições: mais religiões e menos fé; mais Bíblias e menos amor; mais “irmãos” e menos fraternidade…

O que está acontecendo conosco?

A Tradição bíblica mostra um itinerário de vida em que a fé supera as crises e não as esconde, com falsa impressão de “resposta-solução”.  O itinerário bíblico mostra que nem sempre a fé é consolo; nem sempre a fé é prosperidade econômica; nem sempre a fé é ausência de sofrimento… a fé é sentido e realização total para a vida enquanto integra toda a nossa existência com todos os existentes, porque tudo está interligado.

O texto bíblico que ilumina esta questão é aquele onde Elias aparece caminhando pelo deserto, sem força e sem rumo e, a resposta de Deus é alimenta-lo para continuar o caminho: “Elias continuou a caminhar mais um dia pelo deserto. Por fim, sentou-se debaixo de uma árvore e desejou a morte, dizendo: ‘Chega, Javé! Tira a minha vida, porque eu não sou melhor que meus pais’. Deitou-se debaixo da árvore e dormiu. Então um anjo o tocou e lhe disse: ‘Levante-se e coma’. Elias abriu os olhos e viu bem perto da cabeça um pão assado sobre pedras quentes, e uma jarra de água. Comeu, bebeu e deitou-se outra vez. Mas o anjo de Javé o tocou de novo, e lhe disse: ‘Levante-se e coma, pois há um logo caminho a percorrer’. Elias se levantou, comeu, bebeu e, sustentado pela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até o Horeb, a montanha de Deus” (1Rs 19,4-8).

Para dar sentido à fé é preciso organizar a vida segundo o Espírito de Deus: “Não entristeçam o Espírito Santo, com que Deus marcou vocês para o dia da libertação. Afastem de vocês qualquer aspereza, desdém, raiva, gritaria, insulto, e todo tipo de maldade. Sejam bons e compreensivos uns com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou a vocês em Cristo. Sejam imitadores de Deus, como filhos queridos. Vivam no amor, assim como Cristo nos amou e se entregou a Deus por nós, como oferta e vítima, como perfume agradável” (Ef 4,30-5,2).

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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