A difícil tarefa de agradar o povo – o médico

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Dia 18 de outubro foi o dia de São Lucas e, por conseguinte, dia do médico.

Em todas as profissões existe bom trabalho e negligências. Tal fato dá largas às nossas constantes generalizações sobre casos particulares, situações particulares, problemas particulares. Somos mestres nas críticas. As vezes, com as críticas, destruímos. Nem sempre conseguimos identificar e acertar o objeto da crítica com responsabilidade. Somos, muitas vezes bombásticos. Nada parece nos satisfazer, principalmente no campo da relação com as pessoas: com todas as pessoas.

AGRADAR: QUE TAREFA DIFÍCIL! Como é difícil agradar as pessoas. A dificuldade aumenta quando está associada à incompreensão.

De fato, ninguém é perfeito. E, não dá para exigir 100% de eficiência de nenhum ser humano. Mas as pessoas são implacáveis, têm um grande estoque de defeitos para jogá-los sobre aqueles que, segundo os julgamentos circunstanciais, precisam de um rótulo.

A incompreensão e rotulação sobre os médicos acontecem sob diversos aspectos: Se atendem depressa são chamados de “mercenários”; se atendem devagar são “embrulhões”. Se erram num diagnóstico ou cirurgia são chamados de açougueiros; se acertam, nem um muito obrigado – não fizeram mais do que a obrigação, dizem. Se não receitam remédio, não são bons médicos; se receitam é porque estão ganhando comissão.

Rótulos e mais rótulos… Vá entender o povo!

RESPONDA COM SINCERIDADE: Você conhece os médicos de sua cidade? Já precisou do serviço deles? Contentou-se apenas em pagar-lhes ou foi-lhes, também, agradecido? Já parou para pensar que, por mais limitado que seja um médico, precisamos de um para a nossa saúde? Você é também daqueles que detesta determinado médico só porque fulano disse isso, disse aquilo…?

Uma última pergunta: você teria pique para ser médico? Ou faria o que faz um médico?

SUGESTÃO. O dia 18 já passou, mas, que tal ir visitar um médico para agradece-lo e incentivá-lo no trabalho; ofereça alguma prece a Deus por ele; mande-lhe um cartão; faça uma chamada telefônica dando-lhe os parabéns; motive uma outra pessoa para fazer o mesmo.

Lembre-se, muitos são os que criticam e procuram destruir com palavras mas, poucos são os que incentivam, valorizam e reconhecem o valor e o serviço dos outros.  Se você quiser, pode ser um daqueles que incentivam e não sucumbem ao falatório sem freio.

Deus é o médico dos médicos e é da sua palavra que resgatamos este pequeno trecho para oferece-lo aos médicos e a todos os profissionais da saúde (Eclesiástico 30,1-4.6-14): “Honre os médicos por seus serviços, pois também o médico foi criado pelo Senhor. Do Altíssimo vem a cura, e o médico recebe do rei o pagamento.  A ciência do médico o faz levantar a cabeça e ser admirado pelos grandes. Da terra o Senhor cria os remédios, e o homem de bom senso não os despreza. O Senhor deu aos homens a ciência para que pudessem glorificá-lo por causa das maravilhas dele. Com elas, o médico cura e elimina a dor, e o farmacêutico prepara as fórmulas. Dessa maneira, as obras de Deus não têm fim, e dele vem o bem estar para a terra.

Meu filho, se você ficar doente, não se descuide. Suplique ao Senhor, e ele o curará. Evite as faltas, lave as mãos e purifique o coração de todo pecado. Ofereça incenso e um memorial de flor de farinha, e faça gordas ofertas, conforme suas possibilidades. Depois consulte o médico, pois também ele foi criado pelo Senhor. Não o afaste, porque você precisa dele. Há casos em que a cura depende só dele. Ele também suplica ao Senhor, a fim de que lhe conceda aliviar a doença e curar seus pacientes.”

QUE OS MÉDICOS PERSEVEREM. Perseverem na medicina, não como simples meio de capitação de recursos, mas como justo “ganha pão”; não como executor de técnicas, mas como quem está a serviço da vida; não como quem tem um número de inscrição junto ao Conselho de Medicina, mas como quem tem compromisso ético; não como quem não se aproxima para não se envolver, mas como quem se envolve para curar; não como quem atende em função do relógio, mas da necessidade do paciente; não como quem trata de um estranho, mas como alguém que cuida de um irmão.

 

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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