A alegria da Cruz

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Não existe uma alegria sequer que não tenha vindo de uma conquista. Toda alegria é fruto de lutas e labutas, sangue e suor, dores e lágrimas, renúncias e sacrifícios.  A alegria que não vem de uma conquista não é verdadeira e, nem tão pouco duradoura. Só tem durabilidade e valor o que custou algo de nós; o que exigiu resposta de amor; o que pediu contas da nossa liberdade…

A Esperança Cristã foi talhada no madeiro da cruz: cada gota de sangue, cada suor, cada lágrima, cada açoite, cada gemido, cada grito…

O que, sempre, foi instrumento de morte e sinal da mais alta abjeção, constituiu-se em centro da fé, por ser imagem da doação, da entrega, do amor e do serviço.

A cruz não tem nada de romântico mas, de cruento, desumano e vil. A cruz em si mesma é maldita, repugnante e humilhação. E são, por conseguinte, malditos, repugnantes e infames todos aqueles que impõem a cruz.

A cruz não é um acaso e, nem tão pouco uma necessidade da vida de Jesus. Ele não escolheu a cruz e, nem tão pouco a rejeitou. Ele era fiel ao Pai e à sua missão, indo até às últimas consequências de sua opção de amar e servir;

Disse Jesus: “O Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la de novo. Ninguém tira a minha vida; eu a dou livremente. Tenho poder de dar a vida e tenho poder de retomá-la. Esse é o mandamento que recebi do meu Pai” (Jo 10,17-18).

Jesus se deixa conduzir pelo Espírito Santo, por isso é livre. Não tem a que se apegar, nem mesmo à sua vida

Aos discípulos Jesus fará esta declaração: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e me siga. Pois, quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perde a sua vida por causa de mim, esse a salvará. De fato, que adianta um homem ganhar o mundo inteiro, se perde e destrói a si mesmo?” (Lc 9,23-25).

Paulo vai exortar os Filipenses com essas palavras: “Uma coisa eu já disse muitas vezes, e agora repito com lágrimas: há muitos que são inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição; o deus deles é o ventre, sua glória está no que é vergonhoso, e seus pensamentos em coisas da terra” (Fl 3,18-19).

Mas, é aos Corintos que Paulo faz a grande exortação com uma belíssima catequese sobre a cruz, ensinando que Deus subverte os planos humanos: “Pois a linguagem da cruz é loucura para aqueles que se perdem. Mas, para aqueles que se salvam, para nós, é poder de Deus (…). Por acaso, Deus não tornou louca a sabedoria deste mundo? De fato, quando Deus mostrou a sua sabedoria, o mundo não reconheceu a Deus através da sabedoria. Por isso através da loucura que pregamos, Deus quis salvar os que acreditam.

Os judeus pedem sinais e os gregos procuram a sabedoria; nós, porém, anunciamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos. Mas, para aqueles que são chamados, tanto judeus como gregos, ele é o Messias, poder de Deus e sabedoria de Deus. A loucura de Deus é mais sábia do que os homens e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.

Deus escolheu o que é loucura no mundo, para confundir os sábios; e Deus escolheu o que é fraqueza no mundo, para confundir o que é forte. E aquilo que o mundo despreza, acha vil e diz que não tem valor, isso Deus escolheu para destruir o que o mundo pensa que é importante. Desse modo, nenhuma criatura pode se orgulhar na presença de Deus. Ora, é por iniciativa de Deus que vocês existem em Jesus Cristo, o qual se tornou para nós sabedoria que vem de Deus, justiça, santificação e libertação, a fim de que, como diz a Escritura: ‘Aquele que se gloria, que se glorie no Senhor’” (1Cor 1,18-31).

A alegria da cruz é a glória de Deus em nós. Portanto, ‘Aquele que se gloria, que se glorie no Senhor’.  

 

Fonte: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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