Solenidade de Pentecostes, a oeirense Festa do Divino é realizada com muita fé e emoção

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A palavra “Pentecostes” significa “cinquenta dias”. No tempo de Jesus a comunidade judaica celebrava uma festa típica, em agradecimento pelas colheitas, cinquenta dias após a Páscoa, da qual participavam judeus de todas as partes do mundo. Era o Dia de Pentecostes quando Jesus enviou sobre os Apóstolos o Espírito Santo, para fortalece-los e encorajá-los a pregar a Boa Nova de Jesus pelo mundo inteiro.

O Espírito Santo é representado pela pomba que transmite mansidão, bondade e vida nova. A descida do Espírito Santo sobre os apóstolos marca o nascimento da Igreja, ao tornar aqueles homens medrosos em destemidos pregadores do Evangelho.

A festa do Divino na cidade de Oeiras, absorvendo a cultura portuguesa, incorpora também elementos do costume local com as novenas, visitas ao Santuário do Divino, procissões, quermesse e leilão. A imagem do Divino Espírito Santo passa pelas residências das famílias oeirenses transformando seus lares em santuário durante um ano inteiro.

No domingo de Pentecostes, pela manhã a família Gomes de Freitas, com quem esteve a imagem neste último ano, seguiu em cortejo para a Catedral com as peças seculares. Os fiéis e todo clero, se vestem de vermelho, a cor predominante em alusão às línguas de fogo, forma manifestada do Divino Espírito Santo aos Apóstolos em Jerusalém.

A Missa Solene das 9h foi presidida pelo Bispo Diocesano Dom Edilson Nobre e concelebrada pelo Pe. Rogério Nascimento, pároco de Nossa Senhora da Vitória, Padre José Francisco, Diác. Nailson Silva e Diác. Gutemberg Rocha, com a participação de centenas de fiéis, que, de dentro e de fora da tricentenária Catedral, acompanharam com fé a celebração.

Em sua homilia, Dom Edilson ressaltou que a Igreja no mundo inteiro celebra neste dia a Festa do Divino, o dia de Pentecostes. Na igreja Mãe de nossa Diocese de Oeiras, a Catedral de Nossa Senhora da Vitória, esta efervescência foi vivida com toda intensidade desde o dia 18 de maio, com a Missa de Abertura, em via pública, diante do Santuário do Divino, juntamente com a família Gomes de Freitas que concluiu a sua missão de cuidar da imagem do Divino.

O bispo externou sua gratidão pelo zelo e pelo testemunho de fé manifestado pela família guardiã, ao longo do ano 2022-2023, ao tempo em que desejou que a Família Gomes de Freitas goze dos efeitos gerados pelos dons do Espírito Santo.

Voltando-se a refletir sobre a liturgia, Dom edilson fez um exercício, convidando a todos que imaginassem os Apóstolos naquele dia da Ascensão de Jesus. Antes que Ele desaparecesse dos seus olhos, disse-lhes: ” Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do pai, do filho e do Espírito Santo…”(MT 28,18-19). Palavras decisivas e comando preciso. Mas aqueles pobres homens devem ter pensado: “Aonde vamos? Quem acreditará em nossas palavras?

E continuou a meditação: houve, certamente, em fervilhar de ideias e pensamentos. Eles devem ter recordado as palavras de Jesus: “Vede, eu vos envio como ovelhas em meio a lobos: Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Cuidado, pois vos entregarão aos tribunais e vos acoitarão nas suas sinagogas” (Mt 10,16s). Mas também alguns dos apóstolos deverão ter recordado: “Eu pedirei ao Pai e ele vos dará o paráclito, para que permaneça sempre convosco: o Espírito da verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não vê, nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e está em vós ” (Jo 14,16s). E ainda: “Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mc 28,20). Pensando nessas palavras, os Apóstolos se fecharam no cenáculo à espera da realização da promessa.

Em sua homilia, o bispo diocesano seguiu lembrando do que Jesus disse aos seus Apóstolos: “Como o Pai me enviou, assim eu vos envio” (Jo 20,21). As palavras de Jesus valem todos os dias, em qualquer situação em que vivemos. Somente o Espírito pode fazer-nos sentir a alegria de viver para Ele. E destacou das palavras de Jesus “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhe serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhe serão retidos”. (Jo 20, 22-23). Dom Edilson destacou que, com tais palavras Jesus não quer dizer que a sua Igreja tem o poder (quase caprichoso) de perdoar quando e como quer. Mas sim que a Igreja está sob o juízo da Palavra e ela (a igreja) sabe bem disso. Ele recorda, na verdade que sua Igreja, contemporaneamente, é feita de pecadores em contínua conversão, e, movida pelo Espírito Santo, santifica-se no dia a dia da história que vai sendo construída por todos nós. Concluiu rezando e cantando o Veni Creator, antigo hino ao Espírito Santo.

Ao final da Solene Missa, a bandeira do Divino foi passada, como a tradição secular preceitua, sobre as cabeças dos presentes, que pedem os dons do Espírito Santo. Após a benção final a imagem do Divino retornou ao Santuário que já a abrigava, para, à noite mais uma vez seguir em cortejo para a Catedral e de lá para a residência da nova família.
A festa do Divino na Capital da fé é marcada por fervor, devoção, alegria e lágrimas, pois a família que o acolhia em sua residência, ao fazer a transmissão da imagem para nova família, vivencia um misto de saudade e agradecimento por ter santificado toda a moradia e a família durante o período antecedente.

As 19h, aconteceu a “Missa de Entrega do Divino”, onde a  “Família do Sr. Cleiton Barbosa Araújo”, recebeu a imagem e levou para o nova santuário localizado na Rua do Fogo, número 88, Centro de Oeiras, residência do decorador Wellestron Martins.

Por: Dalva Carvalho

Fotos: Claudio Fernandes

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