13 DE MAIO: OLHANDO PARA O “ESPELHO”*

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Quando nos olhamos no espelho percebemos tantas coisas. O espelho revela muito da nossa aparência e até mesmo, porque não dizer, do nosso estado de espírito.

Mesmo depois do “make up”, da maquiagem aplicada sobre o rosto, ou dos cuidados cotidianos como por exemplo o barbear-se, muito pode ser visto no espelho, se pararmos para olharmo-nos com calma. Pois é, o espelho tem esse poder, tem essa capacidade.

128 anos se passaram, desde a assinatura da Lei Áurea. A lei segundo a qual a escravidão foi abolida do Brasil. De lá para cá muita coisa aconteceu.

Gostaríamos de convidar você, que ora tem o presente texto em mãos, para estarmos dando uma olhada em alguns dados que nos ajudam a perceber, refletidos como num “espelho”, a situação dos afro brasileiros nos tempos hodiernos:

“Para se ter uma idéia, enquanto o número de mulheres brancas assassinadas diminuiu 9,6% entre 2003 e 2013, o número de mulheres negras assassinadas no mesmo período disparou 54,2%. Em 2013, 13 mulheres foram assassinadas por dia no Brasil, em média, e 66,3% delas eram negras. O mesmo processo se dá com os homens. Hoje, 82 jovens com idade entre 15 e 29 anos são assassinados diariamente no Brasil, e 77% são negros. Entre 2003 e 2012 o número de pessoas brancas mortas por arma de fogo caiu 29%, enquanto que entre os negros o índice aumentou 14,1%. Hoje, um jovem negro tem 250% mais chances de morrer de forma violenta que um jovem branco”1.

Os dados mencionados acima nos ajudam a perceber a situação real dos afro brasileiros. Temos um longo caminho a percorrer, não obstante as lutas encampadas ao longo desses anos todos – com a instituição de leis e a criação de mecanismos para tornar a dignidade dos afro brasileiros algo presente na pauta da “ordem de cada dia”.

Evidentemente que essa reflexão não exclui, ignora a realidade sofrida por tantos irmãos/ãs que no cotidiano são, também eles/as excluídos/as: idosos, crianças, mulheres etc.

Deixo com você, que tem o presente texto em mãos, algumas questões para a sua reflexão pessoal ou em grupo:

  1. Qual o seu ponto de vista sobre os dados acima mencionados?
  2. Você já se percebeu sendo de algum modo discriminado ou discriminando alguém?

Que a nossa luta pela defesa da dignidade humana, onde quer que ela venha a ser ameaçada, seja uma constante!

 

1Revista Filosofia Ciência & Vida, edição 115 Ano IX, nº 115, pág.37.

*Pe. Francisco Barbosa, Presbítero da Diocese de Oeiras, Militante do Movimento Negro, Administrador Paroquial da Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Socorro do Piauí-PI, Maio 2016, Endereço: pebarbosa1965@bol.com.br

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