Uma esposa para o príncipe

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“Quando vires alguém bom, tenta imitá-lo; quando vires alguém mau, examina-te a ti mesmo” (Confúcio)

 

É muito difícil administrar os valores humanos, quando o senso de humanidade, em nós, está invadido pelos contravalores, resultando num grave amortecimento da consciência sobre si, sobre os outros, sobre o universo e sobre Deus. Nesse sentido, não é difícil entender porque existe tanta insensibilidade e indiferença no trato entre as pessoas.

Amor e verdade são a base fundamental dos valores humanos pois, sustentam as iniciativas, os comportamentos e atitudes de qualquer pessoa que os conserva no seu cotidiano.

A conduta, na base do amor e da verdade, torna qualquer indivíduo, uma pessoa de bem; sua vida, como um edifício bem construído, não conhece rachaduras e ruína. Tudo o que faz é bem sucedido e, mesmo nas limitações e fraquezas, permanece na autenticidade.

Escolhi a história a seguir porque nos ajuda a repensar as nossas bases.

Conta-se que por volta do ano 250 A.C, na China antiga, um príncipe da região norte do país, estava as vésperas de ser coroado imperador, mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar. Sabendo disso, ele resolveu fazer uma “disputa” entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta. No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.

Uma das mais pobres jovens da aldeia nutria um grande amor pelo príncipe e resolveu participar da celebração, não sem a resistência de sua mãe que tentou dissuadi-la da ideia. Mas ela estava resolvida a ir e foi.

No palácio estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais mirabolantes intenções. Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio: “Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.”

O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado.

Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e dedicação a moça comunicou a sua mãe que, independente das circunstâncias retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.

Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores. Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.

Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a jovem com o vaso vazio como sua futura esposa. As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado.

Então, calmamente o príncipe esclareceu: “Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz. A flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.”

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

 

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