Tradição e fé na Sexta-Feira da Paixão em Oeiras

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Milhares de fieis participaram das cerimônias na Sexta-Feira da Paixão em Oeiras. Logo cedo os católicos estiveram presentes na confissão comunitária, na Igreja Catedral, às 08h, presidida pelo bispo emérito de Floriano, dom Augusto Rocha. À tarde a celebração da Paixão do Senhor teve início às 17h, com liturgia da Palavra, Adoração a Santa Cruz e Comunhão geral dos fieis. Em seguida os participantes deixaram o interior da catedral e acompanharam a cerimônia do Descimento da Cruz e a procissão do Senhor Morto pelas ruas do Centro Histórico de Oeiras. A reflexão do Descimento da Cruz foi conduzida por dom Augusto Rocha, bispo emérito de Floriano, que interagiu com os fieis de forma dinâmica e oracional.

A Sexta-Feira da Paixão, dentro da liturgia da Semana Santa, é o dia em que os cristãos relembram a crucificação de Cristo, fazendo memória de sua paixão. Nesta data ocorrem diversos rituais religiosos. A Igreja Católica aconselha os fieis a fazerem algum tipo de penitência, como jejum, a abstinência de carne ou qualquer ato que leve o cristão a reflexão. Procissões e reconstituições da Via Sacra são alguns dos rituais mais difundidos.

Em Oeiras essa tradição tem aproximadamente duzentos anos, um momento celebrativo que atrai milhares de pessoas a Primeira Capital do Piauí, que tem o título de “Capital da Fé”. Pessoas vindas de diversas comunidades, das cidades vizinhas e distantes, de outros estados, bem como oeirenses ausentes, visitam a cidade nessa época do ano, pois simboliza o encontro de todos os oeirenses com suas raízes mais profundas.

Em sua reflexão do Descimento da Cruz, dom Augusto Rocha, bispo emérito de Floriano, conduziu esse ato levando o povo presente na Praça das Vitórias a uma profunda introspecção. Foi um momento de oração e de grande riqueza espiritual.

Encerrada a reflexão conduzida por dom Augusto Rocha, a imagem do Senhor Morto, fixada no adro da Igreja Catedral de Nossa Senhor da Vitória, foi retirada solenemente da cruz por homens da comunidade, representando José de Arimatéia e Nicodemos, amigos de Jesus. Em seguida foi colocada em um esquife e levada em procissão pelas ruas de Oeiras, ao som das marchas fúnebres executadas pela banda Santa Cecília. Nas sete paradas da procissão, a personagem Verônica, entoou seu canto de lamentação, ora em português, ora em latim. Milhares de pessoas acompanharam a procissão do Senhor Morto pelo centro histórico.

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