Sim à profecia!

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Símbolo da pátria, a Bandeira do Brasil ostenta, em letras garrafais, o slogan que faz referência ao orgulho de nação: “ordem e progresso”. Quando isso foi verdade? Nunca!

Infelizmente o Brasil nunca deixou de ser colônia. O poder de dominação de uma metrópole estrangeira evoluiu. A dominação continua a mesma, e, porque não dizer, mais cruel e peçonhenta. Sustentada pela fome de poder e riqueza, uma oligarquia sanguinária faz o que quer do Brasil e não se intimida diante do não do povo que, timidamente grita, mas não faz eco.

A ordem e progresso pensada, para o Brasil não é para a construção da paz e da justiça social, mas para a dominação político-econômica.

Quando falamos em caos e desordem política, social, econômica e judiciária no Brasil isso não é para todos. Para o povo pobre e sofrido, sim, é caos e desordem mas, para a casta brasileira, para os dominadores, para as oligarquias o caos e a desordem brasileira é trono e poder… pior do que isso, é ninho porque, é no caos e na desordem que se arranjam, criam, se proliferam e dominam os ratos, as víboras e todos os bichos asquerosos e peçonhentos.

O caos e a desordem do Brasil não é um problema para os dominadores e ricos, é um problema para os pobres.

O Brasil vive um verdadeiro estado de exceção. E não adianta esperarmos um salvador vindo dos ninhos. Eles não tem sensibilidade pela dor do pobre mas, contraditoriamente vivem desta dor, precisam desta dor e se alimentam desta dor.

A grande revolução, no Brasil (e no mundo), não será armada, como muitos desejam mas, será profética. Infelizmente a profecia ficou recalcada. As religiões e os templos tomaram conta das cidades e dos campos e suplantaram a profecia. É pelo poder da Palavra de Deus que se sustenta e mantém a luta pela vida e o direito dos pobres e oprimidos.

Concretamente, no Brasil, foi pela profecia que aconteceu, nos tempos da ditadura, enfrentamento e a resistência do povo diante do poder central e seus desmandos políticos, econômicos, sociais e judiciários.

A profecia não é um partido político, não é uma ideologia, não é uma doutrina, não é uma religião, não é uma nova ordem. A profecia é, por sua própria natureza, uma convicção de fé e vida inspirada no ideal do Reino de Deus que se contrapõe a tudo o que é anti-Reino.

Na Sagrada Escritura, a história do Povo de Deus acontece como um processo contínuo de libertação, por força da Palavra de Deus. Sem o profetismo, esta história não teria sentido e nem seria de libertação. Foi assim que aconteceu que aconteceu no dilúvio, com Noé; no ‘sai da tua terra e vai’, com Abraão e na Sarça ardente com Moisés.

O próprio Deus se interessa pelo seu povo e toma iniciativa em relação à sua situação: “Javé disse: ‘Eu vi muito bem a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi o seu clamor contra seus opressores, e conheço os seus sofrimentos. Por isso, desci para libertá-lo do poder dos egípcios e para fazê-lo subir dessa terra para uma terra fértil e espaçosa, terra onde corre leite e mel, o território dos cananeus, heteus, amorreus, ferezeus, heveus e jebuseus. O clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e eu estou vendo a opressão com que os egípcios os atormentam. Por isso, vá. Eu envio você ao Faraó, para tirar do Egito o meu povo, os filhos de Israel’.” (Êxodo 3,7-10).

Sem a profecia nunca chegaremos a um Brasil que seja verdadeira pátria mãe gentil de todos, mas, somente um berço esplendido de poucos.

Despertemos a profecia! Despertemos para a profecia.

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

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