Quaresma: a amizade de Deus!

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Estamos começando a quaresma!

Na quarta-feira, a cinza que é colocada em cabeça com as palavras: “convertei-vos e crede no evangelho” é o indicativo de que toda a vida é para a conversão a partir de atitudes humildes de arrependimento diante do Senhor.

A quaresma, portanto, nós a vivemos de fato, com atitudes concretas do coração. Tudo o que fazemos com o coração tem crédito, porque tem qualidade. Comecemos, então, pela amizade com Deus!

 

A AMIZADE DE DEUS

(Do Tratado contra as heresias, de Santo Irineu, bispo – Séc. II)

Nosso Senhor, o Verbo de Deus, que primeiro atraiu os homens para serem servos de Deus, libertou em seguida os que lhe estavam submissos, como ele próprio disse a seus discípulos: “Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai” (Jo 15,15).

A amizade de Deus concede a imortalidade aos que a obtêm!

No princípio, Deus formou Adão, não porque tivesse necessidade do homem, mas para ter alguém que pudesse receber os seus benefícios. De fato, não só antes de Adão, mas antes da criação, o Verbo glorificava seu Pai, permanecendo nele, e era também glorificado pelo Pai, como ele mesmo declara: “Pai, glorifica-me com a glória que eu tinha junto de ti antes que o mundo existisse” (Jo 17,5).

Não foi também por necessitar do nosso serviço que, Deus nos mandou segui-lo, mas para dar-nos a salvação. . Pois seguir o Salvador é participar da salvação; e seguir a luz é receber a luz.

Quando os homens estão na luz, não são eles que a iluminam, mas são iluminados e tornam-se resplandecentes por ela. Nada lhe proporcionam, mas dela recebem o benefício e a iluminação.

Do mesmo modo, o serviço que prestamos a Deus nada acrescenta a Deus, porque ele não precisa do serviço dos homens. Mas aos que o seguem e servem, Deus concede a vida, a incorruptibilidade e a glória eterna. Ele dá seus benefícios aos que o servem precisamente porque o servem e aos que o seguem precisamente porque o seguem; mas não recebe deles nenhum benefício, porque é rico, perfeito e de nada precisa.

Se Deus requer o serviço dos homens é porque, sendo bom e misericordioso, deseja conceder os seus dons aos que perseveram no seu serviço. Com efeito, Deus de nada precisa, mas o homem é que precisa da comunhão com Deus.

É esta, pois, a glória do homem: perseverar e permanecer no serviço de Deus. Por esse motivo dizia o Senhor a seus discípulos: “Não fostes vós que e escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo 15,16), dando assim a entender que não eram eles que o glorificavam seguindo-o, mas, por terem seguido o Filho de Deus, eram por ele glorificados. E disse ainda: “Quero que estejam comigo onde eu estive, para que eles contemplem a minha glória” (Jo 17,24).

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Fonte: Goiogle

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