O PERDÃO NÃO NEGA O PECADO, ENFRENTA-O!

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Perdoar é preciso mas, exige de cada pessoa, uma dose considerável de humildade, de coragem, de compaixão, de misericórdia, de amor próprio… com espírito de conversão.

O perdão é um dom, uma dádiva e uma graça do amor de Deus por nós. Ele mesmo nos entregou este tesouro, inculcando-o em nós e, fazendo-se perdão em nossa vida. Desta forma o perdão se tornou dom e missão, conforme as palavras de são João: “Amados, amemo-nos uns aos outros, pois o amor vem de Deus. E todo aquele que ama, nasceu de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Nisto se tornou visível o amor de Deus entre nós: Deus enviou o seu Filho único a este mundo, para dar-nos a vida por meio dele. E o amor consiste no seguinte: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou, e nos enviou o seu Filho como vítima expiatória por nossos pecados” (1Jo 4,7-10).

O perdão é medida de fé para enfrentarmos o pecado e suas consequências. Sem perdão não vivemos em paz conosco mesmos e com os outros. O perdão abençoa a vida e a convivência interpessoal. O perdão não nega o pecado… pelo contrário, nos torna capazes da verdadeira conversão a partir do coração.

Embora o perdão seja um dom, uma dádiva e uma graça de Deus, preexistente em nós, ele precisa ser aprendido e, isso se faz com muito treino através de exercícios interiores que passam pela oração, pelo jejum, pela caridade…

O fundamento do perdão é a dignidade da vida e tem como medida a reciprocidade: “Perdoe a injustiça que o seu próximo cometeu e, quando você pedir, Deus também perdoará os pecados que você tiver cometido. Se um homem guarda rancor contra outro, como poderá pedir que Deus o cure? Se não usa de misericórdia para com o seu semelhante, como se atreve a pedir perdão de seus próprios pecados?” (Eclo 28,2-4).

Jesus é o Mestre do perdão. Pregado na cruz, sob a mais pesada injustiça ele diz: “Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que estão fazendo” (Lc 23,34).

Na oração do pai nosso Jesus ensina o caminho do perdão: “Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” (Mt 6,12). É porque Deus tem misericórdia de nós que devemos ter misericórdia de nossos semelhantes. Deus nos perdoou primeiro, e nós correspondemos a tão grande dom perdoando nosso próximo da maneira que nosso Pai nos perdoa. O mal deve ser vencido com a bondade ilimitada, que se manifesta incansavelmente no perdão.

Quantas vezes perdoar? Essa é uma pergunta frequente e, foi a pergunta de Pedro para Jesus, em Mt 18,21-35, que lhe ensina: “perdoar sempre” (setenta vezes sete).

Perdoar sempre não quer dizer passividade ou omissão diante do erro e da injustiça, mas sim não guardar mágoa ou rancor, tampouco sentimentos de vingança. Somente pelo perdão, fruto do amor, podemos construir um mundo mais pacífico, fraterno e amoroso.

Nós “pertencemos ao Senhor” (Rm 14,8), lembra-nos São Paulo. Porque pertencemos ao senhor e, não ao pecado, à vingança, ao ódio… somos iluminados por esta fé a guardar o bem do outro que, ao mesmo tempo, é o nosso próprio bem.

“É necessário sondar o próprio coração, perceber se ali estão aninhadas intolerâncias, ressentimentos, aversão ao “diferente”. Maturidade afetiva exige autoconhecimento, bem como um coração livre daquela mesquinha estreiteza do ser humano, o qual, embora constantemente necessitado de misericórdia, por vezes se mostra incapaz de perdoar ofensas insignificantes” (Revista Pastoral, setembro-outubro de 2017).

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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