Mês Missionário: cooperação misionária

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Cooperar é o ato ou efeito de operar juntamente com alguém; contribuir, auxiliar outras pessoas; laborar em grupo, com o mesmo objetivo; colaborar, assistir com. Esta é a definição de Cooperação.

Quando falamos em cooperação missionária, estamos alargando o horizonte da missão à qual, todos nós estamos associados, em razão do batismo. Já não se trata mais, da visão minúscula de cada qual fazer a sua parte, mas da visão madura de ‘fazer com’, ultrapassando medidas, limites e padrões. Cooperar significa, antes de tudo, amar, sair, ousar, avançar, cuidar, ir além-fronteira, doar-se…

O Conselho Missionário Nacional (COMINA), nos propõe a reflexão sobre a cooperação missionária.

A dimensão universal da missão

Parágrafo 21. “A missão da Igreja hoje se articula em torno destes três compromissos: animação pastoral, voltada à conversão eclesial; ação evangelizadora, voltada a um testemunho profético dos cristãos, junto à sociedade e cooperação missionária, voltada à participação de cada Igreja local na missão universal, ad gentes. É de suma importância compreender estas três linhas de ação como intimamente interconexas. Sem uma adequada animação pastoral teremos uma missão colonizadora, realizada por uma Igreja autossuficiente e auto-referencial (cf. EG 8; 95), convencida de ser suficientemente evangelizada, que se considera Mestra e não, ao mesmo tempo, discípula. Sem uma ação evangelizadora significativa, provavelmente teremos uma missão alienada, realizada por uma Igreja que sonha evangelizar o mundo, vivendo “num universalismo abstrato e globalizante” (EG 234), sem ter os pés no chão numa atuação em seu próprio território. Enfim, sem uma generosa cooperação missionária teremos, porém, uma missão fechada, realizada por uma Igreja que pensa só em si e no seu meio, que não alarga seus horizontes, perdendo assim sua identidade católica e sua referência ao desígnio de Deus (cf. EN 62).”

Cooperação Missionária

Parágrafo 24. “Deus, que de todos cuida com solicitude paternal, quis que os homens formassem uma só família, e se tratassem uns aos outros como irmãos” (GS 24). Assim sendo, a comunidade dos discípulos de Cristo, que recebeu uma mensagem de salvação a ser comunicada a todos, “sente-se real e intimamente ligada ao gênero humano e à sua história” (GS 1). A comunidade dos batizados, congregados na Igreja, que é “povo messiânico” (LG 9b), recebeu de seu fundador “a missão de anunciar o Reino de Cristo e de Deus” e “de estabelecê-lo em todos os povos” (LG 5). Desta responsabilidade, “a Igreja não pode nem pretende subtrair-se”, de maneira que “todas as Igrejas particulares, todas as Instituições e Associações eclesiais e cada cristão membro da Igreja têm o dever de colaborar para que a mensagem do Senhor se difunda e chegue até os últimos confins da terra” (CMi 1).

Parágrafo 25. “A participação das comunidades eclesiais e de cada fiel na realização deste desígnio divino recebe o nome de cooperação missionária” (CMi 2). A princípio, por nossa própria vocação, não somos nós os “donos” da missão: a missão é de Deus junto à qual somos chamados a cooperar. Por isso, “tal cooperação radica-se e concretiza-se, antes de mais, no estar pessoalmente unidos a Cristo (…).

Parágrafo 26. Deste modo, a cooperação missionária é aquela ação que promove a efetiva participação do Povo de Deus na missão universal, uma vez que a missão ad gentes é essencialmente uma ação eclesial, um mutirão onde todos são convidados a participar. A missão por sua natureza é sempre uma tarefa compartilhada, é um verdadeiro exercício de comunhão intereclesial. Esta participação se realiza essencialmente em três formas: pela comunhão espiritual, pela comunhão dos bens materiais e pela entrega da vida.

A cooperação é o que faz a missão ser, radicalmente, um serviço por Cristo, com Cristo e em Cristo.

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

 

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