Mensagem de agradecimento a Dom Juarez Sousa da Silva, ocasião de sua despedida da diocese de Oeiras (PI)

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Missa de Envio na Igreja Catedral de Nossa Senhora da Vitória

“Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura”. (Marcos 16,15)

Reverendíssimo Dom Juarez Sousa da Silva,

Reunidos na secular Igreja Catedral de Nossa Senhora da Vitória, primeiro templo regular do Piauí e marco de nossa história rendemos graças ao Senhor, Pai das Misericórdias, por ter concedido a esta diocese a satisfação de tê-lo como nosso pastor e como amigo, no meio de nós.

A história da diocese de Oeiras deixa registrado em seus annales, uma série de avanços iniciados com o processo de restauração em 2008 e durante todo o seu episcopado como: a ereção de novas paróquias e áreas pastorais, reorganização dos grupos, criação e reestruturação de pastorais, apoio aos movimentos e organismos, incentivo a formação de leigos e leigas, o constante zelo pelos padres, seminaristas e religiosas, bem como o fortalecimento do Seminário Menor e o empenho na formação dos sacerdotes. O desenvolvimento de projetos sociais como a Fazenda da Esperança, incentivo à cultura com o renascimento do Museu de Arte Sacra, das parcerias com a Prefeitura Municipal de Oeiras, através da Secretaria Municipal de Cultura e Secretaria Municipal de Educação, bem como a parceria com a Secretaria de Estado da Cultura, Secretaria de Estado da Educação e Instituto Histórico de Oeiras. Além da viabilização de veículos de comunicação para a difusão do Evangelho. No sentido de empreender foi criado o Centro Diocesano Dom Expedito Lopes, entre tantas atividades e benefícios pastorais desenvolvidos ao longo de sua caminhada episcopal em Oeiras.

Sem dúvida gostaríamos que a permanência de vossa reverendíssima como nosso pastor fosse ainda por mais tempo pois, com o senhor, aprendemos a rezar com mais simplicidade, leveza e, principalmente a silenciar, quando o medo e a indiferença invadem nosso ser e quando perdemos o sentido de ser Igreja: povo de Deus, casa da unidade. No entanto, os desígnios do Senhor são insondáveis e como nos diz o autor sagrado: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos destinei para que vades e deis fruto, e para que vosso fruto permaneça” (João 15,16).

No livro “João Paulo II – Uma vida de santidade”, o Pe. Roger Araújo relata que desde jovem Karol Wojtyla, hoje São João Paulo II, era um entusiasta da literatura, do teatro, da poesia. Trabalhando numa fábrica química, circundado e ameaçado pelo terror nazista, ele ouviu a voz do Senhor: ‘Segue-me!’. Assim também, mesmo circundados por tantos barulhos e incertezas, que atrapalham o homem pós-moderno, temos consciência de que a missão de um sacerdote está para além das margens, dos muros e dos limites que separam e dividem, pois “o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (João 15,9).

O Papa Francisco na sua simplicidade e carisma coloca-nos com grande constância que precisamos promover uma comunicação que construa pontes, uma Igreja em saída, uma cultura do encontro. Encontro entre as pessoas, entre as religiões, grupos, pastorais, culturas. Encontro pessoal com Jesus, afim de que sejamos arrebatados por seu amor misericordioso.

Os encontros e os desencontros fazem parte da nossa existência. E é magnífico quando nas estações da vida, podemos encontrar pessoas como o senhor, dom Juarez, que anima nossa caminhada de fé e ensina-nos a caminhar olhando o outro como irmão, não como um concorrente, mas aquele ou aquela, com quem podemos dividir espaços, opiniões, dores, alegrias, esperanças, solidariedade e o pão nosso de cada dia.

A escritora e contista brasileira Cora Coralina nos diz de forma poética: “Não sei se a vida é curta ou longa demais para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas”. Eis o sentido da vida, deixarmo-nos tocar e ao mesmo tempo tocarmos o coração das pessoas com gestos fraternos. O senhor, dom Juarez, faz parte desse rol, de pessoas únicas, que são capazes de marcar a vida de quem teve e tem a alegria de conviver e experienciar de seus ensinamentos, exortações, sua amizade, sincera e paternal.

Obrigado bom pastor. Sigamos, pois, na edificação de nossas esperanças. A semente foi plantada. Fica a saudade… Em nome da comunidade paroquial (grupos, pastorais e movimentos) rogo a Virgem da Vitória a sua assistência materna. Que a mãe do belo amor, o proteja e que o Espírito Santo de Deus ilumine seus passos e o conduza sempre como mensageiro da justiça e da paz.

Dom Juarez leve Oeiras em seu coração, em suas orações. Aqui ficamos em comunhão espiritual com o senhor rezando pela nova missão apostólica na diocese de Parnaíba – PI e buscando viver a unidade; seguindo os passos do Bom Jesus, “para que todos tenham vida” (Jo. 10,10), na certeza de que “Ele está no meio de nós” e, portanto, não há temor, podemos confiar no amanhã.

Muito obrigado!

Pedro Dias de Freitas Júnior – Representante da Comunidade Paroquial (Jornalista, Historiador, membro da Pascom Diocesana e sócio efetivo do Instituto Histórico de Oeiras)

Oeiras, 28 de fevereiro de 2016.

BRASAO DOM JUAREZ

 

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