Liturgia Dominical: “Este é o meu Filho amado. Escutai-o!”

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Segundo Domingo da Quaresma

Este é o meu Filho amado. Escutai-o!

As leituras de hoje falam da fé. O que é a fé? É um ato de confiança em Deus, de abandono e de segurança na Sua Palavra. De fato, quem pode garantir mais do que Deus a verdade de uma palavra, de uma promessa, de uma notícia?

A história de Abraão apresentada na primeira leitura é uma história de fé. Deus o experimenta. Ele o faz entender que procura nele uma colaboração. A prova do sacrifício do filho Isaac não é outra coisa senão uma experiência na qual Abraão entende que Deus está em primeiro lugar. Abraão entende que a única segurança da vida é Deus; e que as outras seguranças, se não se apoiam sobre Deus são enganos. Mais ainda, ele entende que o homem, mesmo acreditando em Deus, mais cedo ou mais tarde se chocará com a dor, com a prova, com o sacrifício: e aquele é o momento decisivo da fé, porque quando caem todos os motivos humanos, resta somente Deus como motivo de fé. E Abraão supera esta prova. Ele é um verdadeiro gigante na história do povo de Deus; é um patriarca, ou seja, um homem que serve de modelo para as gerações sucessivas.

Também o Evangelho insiste sobre a fé. Porém, agora é em relação a Cristo. É Ele o objeto da fé. Um dia Ele chama três apóstolos no silêncio do Tabor e, improvisamente, faz brilhar diante dos seus olhos a glória de Deus: ou seja, a sua própria divindade. Com isto, Jesus quer dizer: “Fiquem tranquilos! Confiem em Deus! Sobre a terra, a semente parece morta, mas, na verdade, já tem dentro de si o esplendor da flor: trata-se só de esperar a sua hora”.

Para entender este discurso é necessária a fé. O Cristo Ressuscitado é já uma prova vivente da verdade de Sua palavra. Porém, ficam em cada um de nós zonas de sombra, nas quais só a fé permite caminhar.

Os apóstolos diante da luz da transfiguração reagem por meio da voz de Pedro, que diz: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas…” (Mc 9,5). Por trás destas palavras tem a fuga do combate, a fuga da caminhada, a fuga do sofrimento. Pedro quer ficar, não quer mais descer o monte. Ele pensa de honrar Deus fazendo-lhe uma tenda ou deixando-lhe um espaço reservado. Porém, vale lembrar que não se honra Deus assim. Deus se honra descendo o monte e doando a própria vida. É necessário descer o monte. Deus, se ama caminhando nas dificuldades, trabalhando no quotidiano, sofrendo e morrendo, se for necessário.

E as palavras conclusivas são estas: “Este é o meu ilho amado. Escutai-o!” (Mc 9,7). Ou seja: Deixai-vos conduzir por Ele! Não tenhais medo!

 

Dom Edilson Soares Nobre

Bispo Diocesano de Oeiras

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