Liturgia Dominical: “Epifania do Senhor”

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Epifania do Senhor

Uma luz que ilumina o mundo

O mundo é dividido, mas sente a necessidade da unidade. Os homens se combatem, mas cedo ou tarde  dão-se conta que a única sabedoria é a reconciliação. Devemos reconhecer, de fato, que existe no coração dos homens uma verdadeira tendência à comunhão, um desejo nato de fraternidade. Mas por que a comunhão às vezes não acontece? Por que a fraternidade às vezes é renegada? Depende tudo do fato que o homem erra a estrada na busca da unidade.

A festa de hoje anuncia o único caminho da comunhão e da fraternidade entre os homens. Este caminho se chama Jesus. A primeira leitura, com um estilo poético, descreve Jerusalém como uma cidade plena de luz. Esta cidade é a imagem da humanidade que acolhe Deus e torna-se radiante da mesma luz de Deus. Em torno desta “nova humanidade” vem o prodígio: os povos se encaminham na direção da luz de Jerusalém e encontram a unidade tão desejada e tão esperada. “Os povos caminham à tua luz e os reis ao clarão de tua aurora. Levanta os olhos ao redor e vê todos se reuniram e vieram a ti…” (Is 60,3-4). É um prodígio que, também hoje, queremos ver. Mas sabemos que este prodígio não depende somente de Deus: depende também de nós. De fato, se nos tornarmos uma Jerusalém plena da luz de Deus, muitos virão para fazer comunhão conosco e com Deus que vive em cada um de nós.

Desde o seu nascimento, Jesus é construtor da unidade. A viagem dos Magos do Oriente em busca do Deus de Belém é reveladora da intenção de Deus. Esta viagem continua nos séculos. Hoje a Igreja de Cristo é verdadeiramente um sinal e um instrumento de unidade de todo o gênero humano. Certamente, devemos reconhecer que o caminho da unidade em torno de Cristo não é um caminho fácil. Os obstáculos e as tentações existem. Quando os Magos chegam a Jerusalém e pedem uma indicação para dirigir os passos na direção daquele que no coração já o haviam encontrado, estes encontram um obstáculo: um homem que é tomado pelo orgulho, sinal inequívoco da presença do demônio: Herodes! É um homem sem Deus, porque nele falta a humildade. Ele tem diante de si toda a verdade, mas não consegue vê-la. Diz o evangelista Mateus: “Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. Eles responderam: Em Belém, na Judéia, pois assim foi escrito pelo profeta…” (Mt 2,4-6). Mas Herodes não queria este chefe. Ele acreditava somente em si mesmo e pensava que todos, inclusive Deus, fossem antagonistas do seu poder.

Os Magos, no entanto, encontraram Jesus! Diz o Evangelho: “Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele e o adoraram. (Mt 2,11). Não houve dificuldades de ajoelhar-se porque sabem que a grandeza do homem está em ser humilde e prostrar-se diante do verdadeiro Deus.

 

Dom Edilson Soares Nobre

Bispo Diocesano de Oeiras

 

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