Liturgia Dominical: “Cristo não busca popularidade! O que lhe importa é a verdade”

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Quarto Domingo do Tempo Comum
Cristo não busca popularidade! O que lhe importa é a verdade

Conforme o Evangelho de hoje (Lc 4,21-30) percebemos que Jesus não busca popularidade. Deus não precisa disso. Na verdade, pensando bem, a busca da popularidade é um sinal de fraqueza. Jesus com a sua sabedoria, procura colocar em crise as consciências para abrir-lhes a um diálogo com Deus.
A cena acontece em Nazaré, a sua cidade. Nazaré é uma pequena cidade.
Natanael, quando recebeu as primeiras notícias a respeito de Jesus, exclamou: “Pode vir
de Nazaré algo de bom?”. O Evangelista destaca esta particularidade: Jesus inicia a sua
missão em uma cidade insignificante e incrédula, que se escandaliza com a sua
mensagem e procura assassiná-lo. Cristo inicia do nada, da incredulidade, do pecado…
No entanto, Jesus começa.
A primeira leitura (Jr 1,4-5.17-19) anuncia o mesmo mistério. É a história de um
homem quase condenado a não ser entendido, a não ser acreditado: Jeremias! Mas Deus
lhe assegura: “Eis que eu faço hoje de ti uma fortaleza… Te guerrearão mas não te
vencerão, porque eu estou contigo para salvar-te”.
Voltemos ao Evangelho de hoje. Os nazarenos dizem a Jesus: “Faze também
aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum”. À primeira
vista parece um pedido legítimo. Mas Jesus ver a falsidade do pedido: é uma oração
falsa; daquelas que Deus não atende porque não parte do coração. Na verdade o milagre
é inútil, quando o sentimento do coração é hostil. Os habitantes de Nazaré querem os
milagres para resolver um problema e depois se esquecer de Deus, mas não querem
como motivo para crer e converter-se. Aqui está o problema.
Cristo responde: “Estejam atentos! No tempo do profeta Elias, quando não
choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia
muitas viúvas em Israel. No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma
viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia. E, no tempo de Eliseu, havia muitos leprosos
em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas, sim, Naamã, o sírio” (Lc 4, 25-27).
A resposta foi picante. O que fizeram os nazarenos? Não disseram: “Ajuda-nos a crer!”.
Porque a verdade é incômoda, preferiram combater a verdade.
“Quando ouviram essas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos.
Levantaram-se e o expulsaram da cidade” (Lc 4,28-29). O fato é inquietante. Mas,
diante das respostas de Jesus, o que podemos aprender? Além de esclarecer o sentido do
milagre, Jesus afirma uma maravilhosa verdade: Deus não tem preferência, porque o
amor de Deus não tem confins. Deus ama todos e procura a salvação de todos.

Dom Edilson Soares Nobre

Bispo Diocesano de Oeiras

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