Liturgia Dominical: ” Aquele que crê em mim, ainda que tenha morrido viverá!”

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Quinto Domingo da Quaresma

Aquele que crê em mim, ainda que tenha morrido viverá!

Existe hoje uma opinião difusa segundo a qual não existe nada além da morte. Esta afirmação não há prova alguma, mas rejeita os tantos indícios que asseguram a existência do  além. E tem mais! Quem nega o “além-morte”, sem dificuldade também pode negar o sentido da vida. Não será este, talvez, o motivo porque alguns jovens (e também adultos) buscam o suicídio? Infelizmente, em nossa sociedade encontramos tantos sinais de tendências suicidas.

Sigamos a narração do Evangelho deste domingo e procuremos em Cristo o sentido, o “por que” para a nossa existência. Jesus é advertido da doença de Lázaro e, portanto conhece o perigo que o amigo está correndo. Mas não se move imediatamente, ao invés, se mantém distante. Evidente, o sentido que Ele dá aos acontecimentos é fruto de uma sabedoria infinita, de uma onipotência e de uma misericórdia sem limite.

Como podemos entendê-lo? Só à luz da fé! Impressiona-nos o fato: Lázaro morre! Quantas vezes o justo morre, quantas vezes o inocente sofre, o humilde é desprezado, o honesto é perseguido? São infinitas vezes!

Nós, igualmente como Marta, a irmã de Lázaro, gritamos diante do Senhor: “Se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido!” (Jo 11,21). Cristo veio para libertar a nossa dor e para iluminar a estrada da vida, que vai além da morte. Escutemos a resposta de Jesus. Ele se volta para Marta e diz: “O teu irmão ressuscitará” (Jo 11,23). Que significam estas palavras? Anunciam a certeza de um futuro, a promessa de uma vida nova, o empenho de Deus nos confrontos da alegria humana. Marta sabia disso e acreditava. Mas ainda faltava algo: a sua esperança não era ainda completa.

Jesus, de fato, acrescenta: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá. E quem vive e crê em mim jamais morrerá” (Jo 11,25-26). Estas palavras são o centro de toda a história e a justificação do próprio milagre. Jesus recorda a Marta: “Deus é a vida e, portanto, só Deus pode salvar a vida do homem. Quem crê em Deus, há já em si toda a força da vida de Deus. Quem crê em Deus não morre jamais”.

O crente experimenta a morte no seu corpo, mas esta é a “irmã morte”, e esta morte não faz medo, porque essa é somente uma passagem que introduz ao abraço definitivo com o Deus da vida. Porém, se alguém não tem Deus consigo porque o rejeitou, este, ainda se vivo, já é morto. Quem não acolheu Deus, mesmo que seja pleno de saúde, já é morto em realidade: dentro dele tem um túmulo.

Este é o sentido da palavra de Jesus. O milagre da ressurreição de Lázaro é só uma garantia que Jesus oferece, para que a Sua Palavra seja mais facilmente “acreditada” por aqueles que têm pouca fé.

Dom Edilson soares Nobre

Bispo Diocesano de Oeiras

 

 

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