Liturgia Dominical: “A semente foi lançada, que frutos estamos colhendo?”

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XI Domingo Tempo Comum

A semente foi lançada, que frutos estamos colhendo?

No Evangelho de hoje Jesus fala do tempo de espera e do estilo com que Deus trabalha no mundo. Disse Jesus: “O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece” (Mc 4,26-27). É uma parábola pequena, mas significativa. Destaca que o estilo de Deus é o estilo da paciência. Deus, diz Jesus, assemelha-se a um agricultor que, depois de ter plantado a semente na terra, espera pacientemente a hora dos frutos. O agricultor não pode apressar o tempo das estações: ele entende e sabe esperar. Esta paciência não é sinal de fraqueza, mas é amor, é bondade, é sabedoria. Na verdade a paciência de Deus é compreendida somente na humildade da fé.

A segunda parábola afronta outra situação: trata-se da pequenez e da aparente fragilidade do bem que Deus colocou no mundo. Não por acaso Jesus fala de um grão de mostarda que é a menor de todas as sementes. É uma imagem para recordar-nos que o presente de Deus é humilde, porque a humildade é o caminho que nos permite chegar a Ele. E a humildade vence, enquanto a via do orgulho é sempre derrotada, pois Deus resiste aos soberbos. “O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”. (Mc 43,31-32). Jesus fala com a certeza de quem tem a história na mão.

Ele afirma que esta história humana banhada de sangue, atravessada pela mácula do pecado, tem um sinal de esperança para quem crer em Deus e vive a fé n’Ele. E esta salvação depende da força da semente que é o próprio Cristo.

Não são e nunca serão as forças humanas que vão mudar o mundo. Hoje, no mundo pós-moderno, nos damos conta que o orgulho do progresso, pensado contra Deus e sem Deus, está presenteando-se com uma sociedade cansada de viver, violenta e ameaçada pelos produtos da sua técnica. Por este motivo, a situação de hoje nos confirma na nossa fé: nos leva a crer ainda mais no Senhor e a nos fazemos mais pobres de todo orgulho e de toda segurança humana. Nunca usemos a vida como um pedestal para dominar, mas como um avental para servir, como fez Jesus.

À luz desta parábola corrijamos o critério muito comum para definir o sucesso de uma vida ou de uma pessoa. O que é o sucesso aos olhos de Deus? Não é o poder, não é a quantidade, não é o dinheiro, não é a fama, não é a saúde: estas são coisas que passam. Para Deus o sucesso é o amor. A vida de maior sucesso é a vida daqueles ou daquelas que têm amado e doado mais. Não nos enganemos: qualquer outro sucesso é como palha que queima e os fatos, como bem sabemos, dão razão a Deus.

 

Dom Edilson Soares Nobre

Bispo Diocesano de Oeiras

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