Liturgia Dominical: “A história de uma videira e de seus ramos”

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Quinto Domingo da Páscoa

A história de uma videira e de seus ramos

Na liturgia de hoje, nos é proposto o texto em que Jesus usa a alegoria da videira e dos ramos. Ele apresenta-se como o a Videira e revela o Pai como o Agricultor. Reunido com os seus discípulos em torno da mesa, na ceia de despedida, pois Ele já sabia que a sua Páscoa estava para acontecer, Jesus os orienta para que dêem continuidade à sua missão no mundo. Assim fala Jesus: “Eu sou a videira e vós os ramos (Jo 15,5). É um exemplo que exprime delicadeza e humildade. Cristo apresenta-se como uma videira, exatamente para destacar o estilo paciente, discreto, a tempos longos, que caracteriza a presença de Deus no mundo.

“E vós sois os ramos”. Os ramos são pessoas concretas, de cada dia, pessoas que se encontram no trabalho e na rua. No mundo existem ramos que revelam a presença de uma vinha?

Olhemos em torno de nós. Pensemos naqueles sacerdotes, religiosos e religiosas, além de um número infinito de leigos que se consagram livremente, que se doam na luta pela recuperação de drogados, dos doentes, na defesa dos pobres e das crianças em tantas partes do mundo. Quantas pessoas que se consomem voluntariamente por estas causas. Os sinais da presença de Cristo existem. Somos nós que às vezes não queremos ver.

Em seu discurso, Jesus continua: “Todo ramo que em mim não dá fruto, ele (o Pai) o corta; e todo ramo que em mim dá fruto, ele o limpa para que dê mais fruto ainda” (Jo 15,2). Aqui Jesus nos deixa uma advertência: Quem não for capaz de produzir bons frutos, o Pai cortará. Por outro lado, aqueles que produzem bons frutos, recebem os cuidados do Pai (o Agricultor) para que pruduza mais ainda.  Esta poda é o mistério que às vezes nós fechamos os olhos, porque não o queremos aceitar. O motivo é este: somos todos um pouco materialistas; acomodados no mundo e não peregrinos. Temos medo de reconhecer os próprios erros e de sermos podados para retomarmos o caminho justo.

Eis então, que nos vêm as provas, a dor, as perseguições, a cruz… É o único caminho que resta a Deus para derrubar o muro do nosso orgulho e abrir o nosso coração à fé.

As provações acontecem inclusive na vida daqueles que encontram Deus, para que estes cresçam ainda mais no caminho do bem. É o caso de Paulo, como vemos na primeira leitura. Os cristãos de Jerusalém não acredivam que ele fosse, de fato, um discípulo convertido. Foi necessária a intervenção de Barnabé para que o confirmasse, porque nele não queriam acreditar. Na verdade, todo homem de fé está sujeito a provações. No entanto, não tenhamos medo, mas lembremo-nos que devemos estar sempre ligados a Cristo, a verdadeira Videira, para que sejamos, de fato, vitoriosos.

 

Dom Edilson Soares Nobre

Bispo Diocesano de Oeiras

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