HAJA PACIÊNCIA!

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Nós não temos paciência para as coisas. Somos completamente neuróticos quanto ao tempo, no que diz respeito a esperar. Todo mundo diz que sabe esperar, mas, basta demorar um pouco mais do que foi estabelecido consciente e inconscientemente e… todo mundo estoura. A paciência se rompe… É uma explosão de impaciência.

Treinar a paciência exige não somente saber esperar, mas, permitir que aconteça. Isso mesmo, permitir que aconteça, mesmo quando contraria a nossa vontade, nosso desejo, nossos planos e promessa. É claro que a disciplina da paciência é dura e difícil. É sim. Mas, não é desumana. Pelo contrário, a dinâmica da salvação é a paciência.

A parábola do trigo e do joio mostra, claramente, que a pedagogia divina da paciência é a justiça divina para que conduz a salvação.

Antes da parábola do trigo e do joio, vejamos este testemunho de São Pedro…

“Em primeiro lugar, vocês devem saber que nos últimos dias aparecerão pessoas que zombarão de tudo e se comportarão ao sabor de seus próprios desejos. E dirão: ‘Não deu em nada a promessa de sua vinda?’ Há, porém, uma coisa que vocês, amados, não deveriam esquecer: para o Senhor, um dia é como mil anos e mil anos são como um dia. O Senhor não demora para cumprir o que prometeu, como alguns pensam, achando que há demora; é que Deus tem paciência com vocês, porque não quer que ninguém se perca, mas que todos cheguem a se converter. O Dia do Senhor chegará como um ladrão… O que nós esperamos, conforme a promessa dele, são novos céus e nova terra, onde habitará a justiça. Por isso, queridos irmãos, durante este tempo de espera, esforcem-se para que Deus os encontre sem mancha e sem culpa, vivendo em paz. Considerem que a paciência de Deus para conosco tem em vista a nossa salvação, conforme escreveu para vocês o nosso amado irmão Paulo, segundo a sabedoria que lhe foi dada. Em todas as suas cartas ele fala disso. Assim, queridos irmãos, avisados como estão, tomem cuidado para que esses ímpios não os enganem, arrastando-os para que vocês percam a firmeza e caiam. Cresçam na graça e no conhecimento de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador” (2Pd 3,3-4.8-10.13-18).

O papa Francisco usa uma expressão lapidar para falar da experiência revolucionária da paciência: “cuida do trigo e não perde a paz por causa do joio”

Eis a parábola do trigo e do joio… O Reino do Céu é como um homem que semeou boa semente no seu campo. Uma noite, quando todos dormiam, veio o inimigo dele, semeou joio no meio do trigo, e foi embora. Quando o trigo cresceu, e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. Os empregados foram procurar o dono, e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ O dono respondeu: Foi algum inimigo que fez isso. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que arranquemos o joio? O dono respondeu: Não. Pode acontecer que, arrancando o joio, vocês arranquem também o trigo. Deixem crescer um e outro até à colheita. E no tempo da colheita direi aos ceifadores: arranquem primeiro o joio, e o amarrem em feixes para ser queimado. Depois recolham o trigo no meu celeiro!’” (Mt 13,24-30)

Mas, a pedagogia divina da paciência é otimizada pelo mistério da semente e do fermento que dimensiona a Salvação segundo as esperanças do Reino de Deus.

O mistério da semente: “O Reino do Céu é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E se torna uma árvore, de modo que os pássaros do céu vêm e fazem ninhos em seus ramos.” (Mt 13,31-32)

O mistério do fermento: “O Reino do Céu é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado” (Mt 13,33).

A paciência tudo alcança, lembra-nos Santa Teresa de D’Ávila.

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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