“É preciso ouvir como está soprando o Espírito de Deus na Igreja”, afirma Dom Edilson Nobre

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Dom Edilson Nobre falou, no encontro Conexão Sinodal, sobre o processo de escuta que começou nas dioceses como parte do Sínodo dos Bispos 2023
“Este processo sinodal não deve ser visto como um fardo opressor que compete com a pastoral local. Ele vai identificar o engajamento de fiéis que já existe em nível de paróquias, movimentos e dioceses. É importante que a escuta aconteça em um ambiente espiritual que apoie a abertura para compartilhar e ouvir. Assim, o caminho de escuta mútua pode ser uma autêntica experiência de discernimento da voz do Espírito Santo”.
 
A declaração foi feita por Dom Edilson Nobre, bispo da Diocese de Oeiras, no Piauí, durante o encontro Conexão Sinodal, realizado de forma virtual pela Pastoral da Comunicação (Pascom) da Diocese de Joinville na noite de 12 de novembro. Dom Edilson falou sobre “Comunicar a sinodalidade na vida e na missão da Igreja”. 
 
O Conexão Sinodal teve como tema “Por um Igreja Sinodal: Comunhão, Participação e Missão”. O encontro focou no Sínodo dos Bispos, que começou em outubro de 2021 em nível diocesano e encerra-se em 2023, em Roma. “Fico muito feliz com a proporção que o evento tomou, ele diz respeito a todos nós que fazemos parte desta caminhada da Igreja. Há necessidade de aprofundarmos cada vez mais este tema, o Papa Francisco está nos convidando para isso”, disse Dom Edilson.
 
Segundo o bispo de Oeiras, é preciso ouvir como está soprando o Espírito de Deus na Igreja, mas tudo deve ser fruto da oração. “A gente quer acertar o caminho e que a Igreja caminhe em conformidade com a vontade de Deus. Por isso é importante a oração para que a vontade pessoal não prevaleça. A espiritualidade é muito importante para que o trabalho aconteça na base e traga resultados importantes”, afirmou.
Caminhar e aprender uns com os outros
 
 
O que é sinodalidade? Dom Edilson Nobre lembrou que é um termo antigo e venerável na tradição da Igreja: “Indica o caminho que o povo de Deus percorre, qualifica o modo de ser Igreja. Bispos, padres, religiosos e leigos levam adiante o trabalho missionário que está nas bases”.
 
A identidade visual do Sínodo dos Bispos 2023 representa o que vai se refletir e com quem. Comunhão, participação e missão, as três palavras-chave do processo, devem envolver crianças, adolescentes, jovens, adultos, pessoas idosas, bispos, padres, religiosos e leigos.
 
“É a representação de tudo o que deve ser a Igreja Povo de Deus, uma Igreja Sinodal. O Papa Francisco chama a Igreja a redescobrir sua natureza profundamente sinodal. Devemos aprender juntos como Deus nos chama a ser Igreja do terceiro milênio, pois a identidade nunca muda, mas a forma de realizar a nossa missão missionária vai se adequando às novas realidades”, enfatizou.
 
Dom Edilson reforçou que o caminho da sinodalidade deve buscar a tomada de decisões pastorais que reflitam a vontade de Deus o mais próximo possível, fundamentando-se na voz viva do Povo de Deus.
 
“Não se trata de produzir mais documentos, mas de inspirar as pessoas a sonharem com a Igreja que somos chamados a ser, a fazer florescer as esperanças, a estimular a confiança, a curar feridas, a tecer relações novas e mais profundas, a aprender uns com os outros, a construir pontes, iluminar mentes, aquecer corações e devolver forças às nossas mãos para a nossa missão comum.” 
(PD 32)
Humildade para ouvir e coragem para falar
 
A primeira fase do processo sinodal é de escuta nas igrejas locais. Começou em 17 de setembro de 2021 e prossegue até 15 de agosto de 2022. As conferências episcopais farão uma síntese que servirá como base para a redação dos documentos de trabalho. A Assembleia do Sínodo dos Bispos ocorrerá em Roma em outubro de 2023.
 
Dom Edilson explicou que o objetivo da primeira fase é fomentar um amplo processo de consulta a fim de recolher a riqueza das experiências da sinodalidade vivida, em suas diferentes articulações e facetas, envolvendo os pastores e os fiéis das igrejas locais em todos os diferentes níveis, pelos meios adequados, de acordo com as realidades locais específicas.
 
“O processo sinodal é, antes de tudo, um processo espiritual. Não é um exercício mecânico de coleta de dados ou uma série de reuniões e debates. É necessário aprender a exercitar a arte do discernimento pessoal e comunitário”, orientou.
 
Segundo ele, se a escuta é o método do processo sinodal e o discernimento é o objetivo, a participação é o caminho. “Promover a participação nos leva para fora de nós mesmos para envolver outras pessoas que têm pontos de vista diferentes dos nossos. O diálogo envolve o encontro de opiniões diversas”, lembrou.
 
Por isso, é preciso ter humildade para ouvir e coragem para falar, estar disposto a mudar opiniões, deixar para trás preconceitos e estereótipos, superar as ideologias, criar esperança, inspirar as pessoas para criar uma visão do futuro repleta da alegria do Evangelho tendo uma visão inovadora, sendo inclusivo, uma mente aberta, ouvindo cada um, tendo a compreensão de caminhar juntos.” 
Ir ao encontro do outro
 
(Na foto acima, padre Dulcio Antonio de Araujo e jornalista Júia de Almeida comandam o encontro Conexão Sinodal, que teve as presenças dos bispos Dom Edilson Nobre e Dom Francisco Carlos)
 
Após agradecer a presença e as esclarecedoras palavras de Dom Edilson Nobre, o bispo da Diocese de Joinville, Dom Francisco Carlos Bach, afirmou que, com o Sínodo, o Santo Padre, de forma muito hábil, inspirado pelo Espírito Santo, “nos coloca este maravilhoso desafio, de levarmos nossas comunidades a uma reflexão profunda, sincera, partilhada, refletida, para entendermos que devemos caminhar juntos, ir ao encontro do outro, escutar o outro, discernir. Na Diocese de Joinville já houve várias fases de escuta, visitas nas comarcas, coisas maravilhosas já aconteceram e vão acontecer”.
FONTE: https://www.diocesejoinville.com.br/

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