A sabedoria grita pelas ruas e levanta a voz nas praças

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Não sei se você tem a mesma impressão e sensação, mas, por causa do cenário brasileiro atual, parece que estamos vivendo um tempo de completo marasmo; uma completa falta de razão e horizonte.

Parece que, tudo o que nos ensinaram os nossos pais, em relação ao bom caráter, está sendo colocado à prova pela instituída pouca vergonha, imoralidade, devassidão e falta de ética dos modos e comportamentos viciados e viciantes dos que militam a política, a economia e outras instâncias de poder e mando. O que vemos faz recordar as tão atuais palavras de Macunaíma, nosso herói nacional: “pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil são”

O que está acontecendo conosco?

O que temos assistido, não só nos meios de comunicação, mas, no cenário geral de nosso país é muito triste e desolador. Não falo como um pessimista ou como um sem esperança. Falo como um brasileiro triste e desolado. Eu não tenho vergonha de ser brasileiro, como alguns têm afirmado. Eu sou brasileiro, sim, apesar da vergonha pela qual muitos brasileiros fazem o Brasil passar.

Eu só estou querendo abrir um espaço para uma conversa que, pode, naturalmente, ser ampliada.

Para que as pessoas estudam, para desprezar a sabedoria? Para que buscam o conhecimento, para manipular a verdade? Para que se formam, para subjugar os fracos? Para que se especializam, para monopolizar os acessos? Para que se aprimoram, para criar distâncias e distorções? Para que galgam cargos públicos, para sangrar as veias da nação? Enfim, para que exploram o infinito do universo e outras milhares de coisas a mais, se não guardam a retidão, o amor, o respeito, a dignidade, a sabedoria…? Ou nas palavras de Jesus: “…que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que um homem pode dar em troca da sua vida?” (Mateus 16,26).

Na verdade, o que se espera daqueles que estudam, buscam o conhecimento, se formam, se especializam, se aprimoram, galgam cargos públicos, exploram o infinito do universo, entre outras coisas é que contribuam para o bem e a paz. Mas, infelizmente, junto com um pouco de bem e de paz, semeiam o vírus do interesse individualista que, muitas vezes – maldosamente e inescrupulosamente – despreza faz o interesse comum, a dignidade humana, a coisa pública e a vida plena.

Eu acredito que, onde falta o senso de sabedoria, falta tudo! Porque a sabedoria é a fonte de todo o bem e de todo ato bom e de toda pessoa boa.

Escutemos, então, os reclames da sabedoria no livro dos Provérbios:

“A Sabedoria grita pelas ruas e levanta a voz nas praças. Ela grita no burburinho da cidade e anuncia nas praças públicas: ‘Até quando, ó ingênuos, vocês vão amar a ingenuidade? E vocês, zombadores, até quando se empenharão na zombaria? E vocês, insensatos, até quando odiarão o conhecimento? Voltem-se para ouvir o meu aviso: eu vou derramar meu espírito sobre vocês, e lhes comunicarei as minhas palavras. Contudo, eu chamei, e vocês recusaram; estendi a mão, e ninguém deu atenção. Vocês recusaram os meus conselhos e não aceitaram o meu aviso. Por isso, eu também vou rir da desgraça de vocês. Vou zombar, quando o terror os assaltar. Quando o terror cair sobre vocês como tempestade, a desgraça chegar como furacão, e a angústia e aflição os alcançar, então vocês vão me chamar, mas eu não responderei. Vocês vão me procurar, mas não me encontrarão. Vocês recusaram o conhecimento e não escolheram o temor de Javé. Não aceitaram o meu conselho e desprezaram o meu aviso. Pois bem! Vocês comerão o fruto do seu comportamento e ficarão fartos de seus próprios conselhos. Sim, a revolta dos ingênuos acabará levando-os à morte, e a despreocupação acabará com os insensatos. Todavia, quem me obedece, viverá tranquilo. Estará seguro, e não temerá nenhum mal’” (Pr 1,20-33).

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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