A intercessão é legítima e necessária!

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Valei-me, São José!

Não é uma mera expressão da religiosidade popular. Não! Pelo contrário, é uma expressão da alma religiosa do povo de Deus baseada numa convicção da intercessão dos santos e, de modo particular de São José.

A intercessão dos santos não é um absurdo e, nem tão pouco, uma usurpação.

A intercessão é um fato notável de confiança de alguém que, espera de um outro alguém, uma intervenção, um apoio, uma iniciativa, um conforto, uma apelação e uma interlocução, em seu nome, numa situação mais ou menos difícil ou numa necessidade. Porque confia nesta pessoa, dirige-lhe um pedido, solicitando uma ajuda.

A intercessão não é uma exclusividade religiosa. Acontece todos os dias e, naturalmente, no âmbito político, econômico, social, cultural, comunitário, familiar, … e, também, religioso.

Quantas pessoas não pedem umas às outras uma intercessão!

Nesses dias alguém me pediu, reze por nós, padre, estamos precisando muito de oração; e relatou a situação de necessidade. E, junto com esse, uma quantidade enorme de pessoas fazem este pedido. Isso é intercessão!

Todos os dias, amigos não católicos dizem: “Estamos fazendo uma campanha de oração”… “Nós vamos orar pelos doentes nas casas e hospitais”… “Terminamos um jejum pelo motivo tal” etc…. Isso é intercessão.

E, veja bem, para ser eleito como sujeito de intercessão, nem precisa que a pessoa seja muito religiosa, esteja sempre na igreja, esteja ‘em dias’ com o dízimo, seja ‘graduada’ na religião, não tenha pecado… porque, quando alguém diz: “reze por mim” ou “ore por mim” (que é a mesma coisa), o que ela está pedindo é: “me ajude com sua intercessão!” E, nesse caso, concretamente, ninguém é maior ou menor do que o outro, porque, Deus ouve a prece de quem quer que seja e atende os pedidos.

Um bonito relato de intercessão, acontece nos Atos dos Apóstolos, por ocasião da Prisão de Pedro (At 12,1-17). Herodes ordenou sua prisão para intimidar o grupo do ‘caminho’: “O rei Herodes começou a perseguir alguns membros (…) decidiu prender também Pedro” (At 12,1-3). Mas, a confiança dos irmãos colocou toda a Igreja em oração pela libertação de Pedro: “Pedro estava vigiado na prisão, mas a oração fervorosa da Igreja subia continuamente até Deus, intercedendo em favor dele” (At 12,5). De fato, a oração dos irmãos, garantiu a libertação de Pedro: “O anjo tocou o ombro de Pedro, o acordou, e lhe disse: ‘Levante-se depressa.’ As correntes caíram das mãos de Pedro. Então Pedro caiu em si e disse: ‘Agora sei que o Senhor de fato enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes’” (At 12,7.11). Tendo saído da prisão Pedro foi até os irmãos: “Pedro então refletiu e foi para a casa de Maria, mãe de João, também chamado Marcos, onde muitos se haviam reunido para rezar” (At 12,12).

Ora! Os santos que, estão junto de Deus, são tão capazes de intercessão quanto os que estão sobre a terra. E, quem sabe com uma ‘vantagem’: já ultrapassaram a limitação temporal deste mundo.

Não existe nenhum absurdo num pedido de intercessão aos santos: nem por incapacidade e nem tão pouco por usurpação.

Assim como agradecemos uma pessoa que intercedeu por nós numa situação em que estávamos necessitados e conseguimos êxito, assim, também, a oração aos santos está coberta de legitimidade, sem o medo de cometer idolatria. Porque, se não somos idólatras por precisar, pedir e agradecer a intercessão de alguém que, ainda ‘come feijão’ nesta terra e está limitado pela terra, não somos idólatras, também, por precisar, pedir e agradecer a intercessão de quem está, já, no céu.

Deus não é destronado pela intercessão!

Deus é destronado pela falta de amor e pela injustiça. Quem age desta maneira, sim, está jogando Deus no lixo e descartando-o da vida e da fé!

A intercessão é legítima e necessária.

Dia 19 é dia de São José! Valei-me, São José!

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

 

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