A CARIDADE SEM TROMBETA!

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O ser humano é, por natureza, solidário. Está em nosso DNA estender as mãos e ajudar, fazer um favor, emprestar, fazer mutirão, doar, fazer campanhas, mobilizar iniciativas em prol a uma necessidade, repartir, fazer “vaquinha” e outras incontáveis ações.

O reconhecimento do outro, como irmão faz a diferença na hora do agir porque, nem sempre, o espírito de solidariedade e compaixão é o que move a todos. Muitos são aqueles que, por malícia, interesse pessoal, malandragem, desvio de caráter, instrumentalização, má fé ou corrupção abraçam a causa do outro mas, não por causa do outro. É uma pena tudo isso porque, não deveria ser assim. Isso contradiz o que somos e o que é pior, o que afirmamos que cremos.

O fato é que, por um lado essa distorção acaba deixando um rastro de descrédito, desconfiança e insegurança em relação ao bem praticado: de onde está vindo… qual o interesse… qual o preço a pagar? Por outro lado cria uma rede de fraudadores, aproveitadores e malandros que vivem de tirar proveito.

Precisamos libertar o bem e a bondade das distorções e das redes que tornam suas práticas controversas, contraditórias e paradoxais.

Vale recordar as palavras da música de Chico Cesar que expõe com aguda precisão o drama-dilema da bondade fingida que tem proporção alarmante de escândalo contra o agir humano que deveria sentir vergonha de não ser o que deveria ser:

“Deus me proteja de mim e da maldade de gente boa; da bondade da pessoa ruim. Deus me governe e guarde ilumine e zele assim.

Caminho se conhece andando. Então vez em quando é bom se perder. Perdido, fica perguntando; vai só procurando e acha sem saber. Perigo é se encontrar perdido, deixar sem ter sido, não olhar, não ver. Bom mesmo é ter sexto sentido, sair distraído espalhar bem-querer”

A Sagrada Escritura é pontual nesse sentido: o bem não se confunde com o mal porque o bem não gera o mal e nem o mal gera o bem. O bem é fruto do amor-misericórdia-compaixão de Deus, em toda a história da salvação e presentificada no próprio Cristo, modelo a ser imitado e seguido.

Aqui estão algumas linhas de pensamento que fazem parte da doutrina bíblica sobre o bem e a bondade:

“Vou lembrar as graças e as glórias de Javé, tudo o que ele fez em nosso favor. Ele é grande em bondade para com a casa de Israel. Ele nos tratou conforme a sua compaixão e com a imensidão do seu amor” (Is 63,7).

“Quando Israel era menino, eu o amei. Do Egito chamei o meu filho; e no entanto, quanto mais eu chamava, mais eles se afastavam de mim: ofereciam sacrifícios aos baais, queimavam incenso aos ídolos. E não há dúvida, fui eu que ensinei Efraim a andar, segurando-o pela mão” (Oséias 11,1-4).

“O amor de Cristo é que nos impulsiona, quando consideramos que um só morreu por todos, e conseqüentemente todos morreram” (2Cor 5,14).

“Como escolhidos de Deus, santos e amados, vistam-se de sentimentos de compaixão, bondade, humildade, mansidão, paciência” (Cl 3,12).

“Por isso, quando você der esmola, não mande tocar trombeta na frente, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Eu garanto a vocês: eles já receberam a recompensa. Ao contrário, quando você der esmola, que a sua esquerda não saiba o que a sua direita faz, para que a sua esmola fique escondida; e seu Pai, que vê o escondido, recompensará você.” (Mateus 6,2-4).

“Façam tudo com amor” (1Cor 16,14).

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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