Notícia da Diocese

Para o bem, gente do bem!

Autor: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

 

A vida prospera por causa do bem que somos capazes de realizar. O bem realizado por ‘nossas mãos’ é fonte de grandes realizações e conquistas. De tal forma que, fazer o bem é uma necessidade da vida.

A vida está ameaçada, todos os dias, não só porque alguém faz o mal, mas porque o bem não foi feito, por omissão ou negligência, por soberba ou orgulho.

Há os que não fazem o bem como deveriam e se omitem porque têm medo de tomar o lugar dos outros; dizem que há pessoas melhores e mais capazes que elas; acham que é suficiente os que já se apresentaram; imaginam que sua contribuição não vai influenciar em nada; têm demasiada vergonha; supõem que podem ser rejeitados; são inseguros e temem fracassar.

Há os que não fazem o bem como deveriam e o negligenciam por excesso de preciosismo; porque se orgulham de si mesmos; imaginam que o mundo gira em torno de si; vangloriam-se das próprias capacidades e não são humildes; acham que são indispensáveis e ficam esperando ser procurados, pensando: ‘Eles vão ter que me procurar! Sem mim não vai acontecer!’

Não está certo deixar de fazer o bem por nenhum motivo, por nenhuma justificativa. O bem se impõe como necessidade! Por que esperar que alguém peça, implore, suplique ou mendigue um favor ou uma ajuda sua? Por que ficar sempre na expectativa de que o outro venha até você? Por que não dar o primeiro passo oferecendo os seus préstimos, dons, talentos e qualidades? Por que esperar um convite para fazer o bem, para cumprir uma tarefa ou para realizar um trabalho?

Enquanto você espera ser chamado, as coisas ficam por fazer e algumas pessoas permanecem sobrecarregadas, sem saber o que fazer primeiro.

Quando uma pessoa é dotada de alguma qualidade, deve colocar a serviço. Isso mesmo, colocar a serviço! Para que serve um talento se não for para amar? Para que serve um dom se não for para doar? Para que serve uma qualidade se não for para transformar?

Quem esconde os seus dotes, por medo ou por orgulho coloca a vida em risco e mantém o mundo refém da boa vontade ou do heroísmo. E, como diz o ditado: ‘de boa vontade o inferno está cheio’ e ‘de heroísmo ó o cinema conhece suas leis.’

Nós precisamos uns dos outros: do coração e da sensibilidade! Em outras palavras, precisamos da humanidade de cada um. Porque só quem é humano é capaz de chorar com quem chora e se alegrar com quem se alegra.

A vida não resiste ao mal senão pela força do bem! Mas, o mundo precisa não só de quem faz o bem, mas de pessoas de bem; gente do bem!

Essa é a grande novidade da fé: o bem não é uma questão de fazer, mas de ser. Na verdade, nem toda ação boa é sinônimo de bem. Porque o bem é duradouro em quem faz e em quem recebe, independente da gratidão e da referência. O bem não é para justificar e nem para esconder nenhuma situação; não é para apaziguar a consciência e nem para a televisão. O bem é para revelar as pessoas! O bem é para confirmar a humanidade! O bem é para realizar o amor!

Veja com que palavras mais profundas, São Paulo descreve a prática do bem:

“Que o amor de vocês seja sem hipocrisia: detestem o mal e apeguem-se ao bem; no amor fraterno, sejam carinhosos uns com os outros, rivalizando na mútua estima. Quanto ao zelo, não sejam preguiçosos; sejam fervorosos de espírito, servindo ao Senhor (…). Não façam justiça por própria conta (…). Mas, se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber; desse modo, você fará o outro corar de vergonha. Não se deixe vencer pelo mal, mas vença o mal com o bem” (Rm 12,9-21).

No que depender de você, deixe o bem acontecer!

Que o bem aconteça por nós e em nós!

 

Por: Pe. Edivaldo Pereira dos Santos

Foto: Google

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