Notícia da Diocese

Hoje 14 de agosto, celebraremos o aniversário da dedicação da Igreja Catedral de Oeiras

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A Igreja Catedral tem grande significado simbólico para a Diocese. Nela está a cátedra ou sede do Bispo, sinal da sua missão de pastor e de mestre da fé para a Igreja particular ou diocese e sinal também de unidade e comunhão dos crentes na mesma fé. Por isso, a Igreja recomenda aos fiéis que tenham amor e veneração para com a catedral.

O Vaticano II apresenta a Igreja como o Povo de Deus reunido pela unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo (LG 4). É muito importante notar que ao fazer a reflexão sobre a Igreja, o Concílio não se limitou àquilo que é visível como, por exemplo, a sua organização, mas foi até o mistério, isto é, à fonte de onde jorra a Igreja: a comunhão da Santíssima Trindade.

O novo Ritual recupera a riqueza do rito da dedicação, inserindo-o dentro da celebração eucarística, que na igreja primitiva era em si, a própria dedicação. Na celebração da dedicação, o povo dá graças à Santíssima Trindade, porque neste lugar reside à glória do Senhor, é lugar de oração e súplica, de culto e adoração, de graça e santificação. É o lugar onde o povo cristão busca o Deus vivo e verdadeiro. A oração de dedicação tem justamente o objetivo de indicar que a igreja é dedicada a Deus. A igreja catedral é o lugar privilegiado de encontro com Deus, onde se recebe o tesouro da fé, partindo do batismo.

A celebração do aniversário da dedicação da Igreja Catedral, contribui para melhor realçar a importância e dignidade da Igreja particular ou Diocese. O espaço celebrativo é o lugar onde acontece a ação litúrgica da assembleia cristã. Este espaço é a domuns eclesiae , a casa da igreja, o espelho da própria assembleia reunida. O vocábulo “catedral” deriva do grego “Káthedra”, que se traduz como “cadeira” do bispo. No latim, a expressão “ecclesia cathedralis” é utilizada para designar a igreja que contém a cátedra oficial de um bispo. O adjetivo cathedra foi ao longo dos tempos assumindo o caráter de substantivo. Hoje é o termo mais comumente utilizado para designar estas igrejas. A designação “ecclesia cathedralis” foi aparentemente utilizada pela primeira vez nos atos do ConcÍlio de Tarragona em 516. Outra designação que era utilizada para “ecciesia cathedralis” era “ecciesia mater”, ou “Igreja-Mãe”, indicando-se assim que esta seria a Igreja “Mãe” da Diocese.

Nos primeiros séculos do cristianismo, a cátedra foi objeto de muita veneração. No século II, Tertuliano aconselhava os cristãos a visitar as igrejas apostólicas nas quais estavam as cadeiras dos apóstolos. Santo Agostinho, no século V, destacava a importância das comunidades cristãs que mereceram possuir as sedes dos apóstolos e receber suas epístolas.

Esta veneração levou a dedicar festas especiais para honrar a cátedra de São Pedro em Roma e em Antioquia, veneração esta que continuou para as cátedras dos bispos, sucessores dos apóstolos. Daí a importância que adquiriu a igreja onde estava a cátedra do bispo. Em todas as dioceses do mundo, a catedral é lugar de referência da fé, e lugar sagrado onde os fiéis de uma igreja particular se reúnem especialmente por alguma significativa celebração para exprimir e proclamar a própria fé é a própria unidade em Cristo. A catedral é o centro eclesial e espiritual da Diocese. A catedral é o símbolo visível da unidade de toda a comunidade cristã.

No dia 15 de agosto de 2007, Dom Lorenzo Baldisseri, então Núncio Apostólico no Brasil, esteve em Oeiras para a cerimônia de consagração da Igreja Catedral de Nossa Senhora da Vitória.

 

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